° / °
Esportes DP Mais Esportes Campeonatos Rádios Serviços Portais

Beto Lago: 'No jogo com duas caras, Seleção Brasileira tem vitória positiva, mas incompleta'

O Brasil desperdiçou uma oportunidade de construir uma vantagem mais robusta

Por Beto Lago

Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira

Duas caras
A vitória sobre o Haiti era obrigação. E o Brasil cumpriu sua missão sem sustos no placar e, principalmente, com um primeiro tempo que trouxe sinais positivos. Nos 45 minutos iniciais, o time de Carlo Ancelotti foi eficiente, organizado e dominante. Talvez não tenha encantado, mas controlou o jogo, criou oportunidades e construiu uma vantagem sem permitir qualquer reação significativa. Já o segundo tempo trouxe uma leitura interessante.

Em determinados momentos, a Seleção pareceu reduzir sua intensidade e aceitar um jogo mais aberto. Pode ter sido uma escolha consciente da comissão técnica para testar comportamentos que serão necessários diante de adversários mais qualificados. Contra um adversário fraco, a primeira etapa era o que se esperava. A avaliação muda quando se olha para o resultado.

Em uma Copa do Mundo, especialmente na fase de grupos, cada gol pode ter peso decisivo. O saldo aparece como um fator importante na disputa pela liderança da chave com Marrocos. E terminar em primeiro lugar pode representar um caminho menos complicado nos mata-matas, evitando cruzamentos indesejados logo nas fases iniciais.

Sob esse aspecto, o Brasil desperdiçou uma oportunidade de construir uma vantagem mais robusta. Por isso, a sensação pela vitória é positiva, mas incompleta. Um jogo com duas caras. O Brasil mostrou evolução, encontrou boas respostas em alguns setores e confirmou seu favoritismo. Ao mesmo tempo, segue acumulando dúvidas defensivas, convivendo com problemas físicos e sem apresentar um futebol capaz de colocá-lo, neste momento, acima dos principais concorrentes ao título.

Sinais na derrota alvirrubra
Os primeiros 20 minutos comprometerem a noite do Náutico em Goiânia. A desvantagem construída pelo adversário deixou o Timbu correndo atrás durante toda a partida. A reação no segundo tempo, buscando o empate, mostrou um time que não se entrega, mas também escancarou problemas que a diretoria não pode mais ignorar. As atuações do zagueiro Mateus Silva e do volante Leonai foram muito abaixo do esperado e refletem a fragilidade defensiva alvirrubra. Apesar do poder de reação, o Náutico segue sem vencer e se distanciando do G6. A virada de chave precisa vim contra o Goiás, nos Aflitos.

 Siga o canal do Esportes DP no Whatsapp e receba todas notícias do seu time na palma da mão

Qualidade é o limite coral
A derrota do Santa Cruz para o Ypiranga, na Arena de Pernambuco, não pode ser explicada por salários atrasados. Faltou resultado, mas não empenho. O problema é outro: falta qualidade técnica. A falha do goleiro Thiago Coelho é imperdoável. O técnico Cristian de Souza vem extraindo o máximo que pode deste elenco e os últimos jogos deixam isso evidente.

Difícil apostar em G8
O Santa Cruz é uma equipe com enormes dificuldades para criar, finalizar e incomodar os rivais. A entrega existe, mas não consegue esconder as limitações do elenco. Hoje, olhando para o desempenho dentro de campo, fica cada vez mais difícil acreditar em uma classificação para o quadrangular decisivo da Série C. O Tricolor luta, mas parece ter atingido seu teto.