° / °
Esportes DP Mais Esportes Campeonatos Rádios Serviços Portais

Brasil entra em campo na Copa 2026 em meio a dúvidas

O jogo contra Marrocos deveria ser motivo de alegria para Ancelotti, mas se transformou em um teste perigoso para a equipe brasileira

Por AFP

Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira

Com o desejo de pôr fim a quase 25 anos sem conquistar a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira entra em campo no torneio disputado na América do Norte neste sábado (13), contra o Marrocos, em uma competição que espera ter uma trégua nas polêmicas.

O confronto de abertura do Grupo C no MetLife Stadium em East Rutherford, Nova Jersey, é o único da fase de grupos entre duas equipes que estão no top 10 do ranking da Fifa: o Brasil ocupa o sexto lugar e Marrocos está em sétimo.

O jogo que marca a estreia do italiano Carlo Ancelotti no comando de uma seleção na Copa do Mundo deveria ser motivo de alegria para 'Carletto', mas se transformou em um teste perigoso para a equipe brasileira, que desembarcou nos Estados Unidos sob questionamentos pelo futebol irregular, pela fragilidade de sua defesa e por várias ausências importantes.

Após perder Rodrygo e Estêvão, que não foram convocados devido a lesões, a Seleção entrará em ação sem Neymar, o maior astro do país em quase 20 anos.

O artilheiro da equipe, com 79 gols, sofreu uma lesão na panturrilha direita em meados de maio e não tem participado dos treinos coletivos com seus companheiros.

Sem o camisa '10' nem um lateral ofensivo de destaque, o Brasil tentará dissipar as dúvidas alimentadas nos últimos tempos diante da geração dourada do Marrocos, liderada pelo lateral do Paris Saint-Germain Achraf Hakimi e que foi semifinalista no Catar, em 2022.

A necessidade de vencer na estreia é tão grande que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse se contentar com uma vitória por "meio a zero".

"Na Copa, zera tudo. Não importa quem chegou na última final, quem ganhou a Copa América, o que importa é o que vai acontecer a partir de amanhã (sábado). Estamos aqui para mudar a história", declarou o atacante Vinícius Júnior, escolhido para liderar a equipe na ausência de Neymar.

Haiti retorna à elite

Com novas polêmicas no ar durante a competição, como a questão dos vistos negados e vetos a atletas e funcionários convocados, o Haiti volta a uma Copa do Mundo pela primeira vez em 52 anos, após sua única participação na Alemanha em 1974. Naquela ocasião, caiu na primeira fase sem somar pontos.

O país mais pobre das Américas fecha a rodada do Grupo C contra a Escócia, em Boston, em um dia que começa com o duelo entre Suíça e Catar, em Santa Clara, na Califórnia, pelo Grupo B.

Devastada pela violência das gangues, pelo caos político e pela pobreza, a ilha caribenha alimenta a esperança de que sua seleção faça uma apresentação digna que melhore sua imagem para o mundo.

"Sabemos que as pessoas podem ter uma imagem ruim do nosso país, que tem muitos problemas, mas isso fará muito bem ao Haiti", afirmou à AFP o meia Jean-Ricner Bellegarde.

Enquanto isso, outras seleções seguem ajustando os últimos detalhes para sua estreia nos próximos dias, e a atual campeã Argentina completou o seu elenco neste sábado com a chegada à concentração em Kansas City do zagueiro Marcos Senesi, convocado de última hora para substituir o lesionado Leonardo Balerdi.