Alisson celebra terceiro Mundial pelo Brasil e garante capacidade física na Copa 2026
Goleiro alcança marca de Taffarel, aborda cobranças da torcida e destaca evolução da Seleção Brasileira sob Ancelotti
Com a estreia do Brasil na Copa do Mundo batendo na porta, o goleiro Alisson respondeu sobre um dos momentos mais importantes de sua trajetória com a camisa amarelinha. Titular da equipe desde o Mundial de 2018, o arqueiro do Liverpool se prepara para disputar sua terceira Copa consecutiva, feito alcançado por poucos nomes na história do futebol brasileiro, como Taffarel e Gilmar Neves, entre outros.
A caminhada brasileira terá início neste sábado (13), às 19h (de Brasília), diante do Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (11), em Nova Jersey, o camisa 1 destacou o significado de alcançar uma marca que o coloca ao lado de lendas da Seleção.
"Se for para dizer uma palavra para definir esse sentimento, é honra. Entrar com esses grandes nomes da história da Seleção Brasileira. É um privilégio também poder participar e disputar mais uma Copa do Mundo. Quando eu assistia como criança, eu sonhava em estar aqui, mas era uma realidade muito distante", afirmou.
Relação com Taffarel
Ao comentar a convivência diária com o ex-goleiro, Alisson fez questão de destacar a importância do ídolo em sua carreira.
"É um privilégio poder trabalhar com o Taffarel. Ele foi sempre um ídolo, uma inspiração, uma referência. Tem sido um cara extremamente importante para mim, como um mentor e alguém que me traz para o chão na medida certa."
Críticas e cobranças
Mesmo consolidado como titular da Seleção, Alisson segue convivendo com questionamentos de parte da torcida, especialmente após as eliminações nas últimas Copas do Mundo e pela temporada marcada por lesões no futebol inglês.
O goleiro tratou o tema com naturalidade e afirmou entender o peso de vestir a camisa da Seleção Brasileira. Apesar disso, garantiu que sua principal cobrança vem de si próprio.
"As cobranças são naturais, fazem parte do futebol. Injustas ou não, são parte do pacote de vestir essa camisa. O torcedor quer que quem vista a camisa do Brasil conquiste títulos. Como eu ainda não venci um grande título pela Seleção, as críticas vêm", analisou.
"Eu sou o meu maior crítico. Ninguém vai me criticar mais do que eu. Mas a minha crítica é baseada em leitura técnica, tática e psicológica", expôs.
Recuperação física
Outra pauta abordada foi a condição física. Durante a última temporada, Alisson ficou afastado de diversas partidas do Liverpool por problemas físicos, situação que gerou dúvidas entre torcedores antes da convocação. O goleiro, porém, descartou qualquer preocupação para a Copa.
"Minha capacidade física é 100%. Todo mundo sabe que fiquei um período fora antes da Copa do Mundo, mas também muito em virtude de estar e chegar aqui nesse momento 100%."
Chegada de Ancelotti
Alisson também destacou a influência de Carlo Ancelotti no ambiente da Seleção desde sua chegada ao comando técnico.
"Com a chegada do Ancelotti, o ambiente foi transformado. Ele é um cara que carrega uma presença muito forte e nos dá tranquilidade, mantendo o foco no trabalho."
A confiança no projeto também passa pelo momento vivido pelo grupo. Mesmo diante de questionamentos externos, o goleiro acredita que o Brasil chega preparado para iniciar sua caminhada no Mundial.
"O que importa é o momento que a equipe chega. Historicamente, a Seleção já chegou questionada em outras oportunidades e conseguiu grandes resultados."