Beto Lago: 'Os pontos que pesaram a favor na convocação de Neymar'
Ancelotti sabe que Copa do Mundo não se disputa apenas com momento de clube.
Neymar na lista
O mundo da bola parou para ouvir os 26 nomes do técnico Carlo Ancelotti. Tudo por conta de Neymar Jr. Ao sair seu nome na lista, ele iguala Pelé em quatro Copas seguidas. Mesmo distante do auge técnico e convivendo com temporadas irregulares, Neymar representa algo que poucos jogadores brasileiros oferecem: personalidade em cenário de pressão máxima.
Ancelotti sabe que Copa do Mundo não se disputa apenas com momento de clube. Existe o peso emocional, a experiência e a capacidade de suportar ambientes que derrubam atletas. E Neymar, gostem ou não dele, nunca se escondeu usando a camisa da Seleção Brasileira. Pode ter acumulado críticas, lesões e polêmicas, mas jamais demonstrou sentir o peso que tantos sentiram.
Seu nome segue extremamente respeitado no futebol. Companheiros enxergam liderança técnica. Adversários tratam Neymar como um jogador capaz de decidir uma partida em poucos minutos. Mesmo sem a explosão física de anos atrás, continua sendo alguém que altera comportamento defensivo rival apenas por estar em campo.
E talvez esteja justamente aí o plano de Ancelotti, utilizando como uma arma estratégica, uma carta na manga capaz de mudar jogos durante a competição. Um atleta experiente para momentos específicos, sem necessariamente carregar a responsabilidade de ser o centro da equipe.
A sua convocação foi menos sobre passado e muito mais sobre circunstância e oportunidade. Ancelotti dificilmente apostaria pensando no jogador dominante de 2015 ou no protagonista que carregava a Seleção em outros Mundiais. A ideia seria aproveitar aquilo que ainda existe de decisivo em um atleta acostumado aos maiores palcos do futebol.
O imprevisível em campo
Copa do Mundo premia jogadores que resolvem partidas em detalhes, em um passe improvável, em uma falta sofrida, em um lance de genialidade. E Neymar possui esse fator imprevisível. Provoca tensão em adversários e representa experiência em um elenco mais jovem e pressionado por uma longa fila sem título mundial.
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Unir gerações
É também a tentativa de unir uma geração nova ao último grande craque produzido pelo futebol brasileiro. Mais do que aposta técnica, sua convocação carrega a esperança de que jogadores especiais consigam reencontrar protagonismo justamente quando o cenário parece menos favorável. Porque o futebol, especialmente na Copa do Mundo, já mostrou que grandes talentos nunca devem ser descartados cedo demais.
Surpresas
O nome do goleiro Weverton, hoje no Grêmio, foi uma boa surpresa. Alguns queriam Thiago Silva, mas ele ficou de fora. No ataque, esperavam por Pedro ou João Pedro, mas veio Rayan, ex-Vasco. Agora, é torcer para que esse grupo traga o hexa.