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Eficiência: Bola parada vira a principal arma do Santa Cruz de Cristian de Souza

Mais da metade: Bola parada garante 57% dos gols do Santa Cruz com Cristian de Souza

Por Paulo Mota

Eurico, zagueiro do Santa Cruz

Uma característica marcante tem moldado a identidade do Santa Cruz sob o comando do técnico Cristian de Souza: a letalidade nas jogadas de bola parada. O fundamento, exaustivamente trabalhado nos treinos, deixou de ser mero detalhe para se consolidar como a principal arma coral na Série C.

Os números não mentem. Dos sete gols marcados pela equipe sob a batuta do novo treinador, quatro nasceram de cobranças de escanteio. O dado representa um expressivo aproveitamento de 57% do poder ofensivo tricolor no período, transformando o jogo aéreo em um pesadelo para as defesas adversárias.

A evolução no quesito foi celebrada por Cristian de Souza, que fez questão de dividir os méritos com o elenco.

“Nossa bola parada nos recompensa mais uma vez. A bola parada muito bem executada. Fizemos o que treinamos e fomos recompensados. Esses jogadores estão representando de uma maneira fantástica as cores do Santa Cruz”, destacou o comandante.

Se na estreia contra a Inter de Limeira os dois gols saíram com a bola rolando, o cenário mudou completamente nos jogos seguintes. A engrenagem aérea começou a girar diante do Volta Redonda, quando Zé Mário serviu Pedro Favela em cobrança de escanteio. A dose se repetiu contra o Maringá, desta vez com Renato na assistência e Favela balançando as redes novamente.

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O forte jogo aéreo coral seguiu forçando erros rivais. Diante da Ferroviária, o escanteio de Alex Ruan encontrou o desvio de Eurico na primeira trave, culminando no gol contra de Gustavo Medina. Já no duelo contra o Brusque, a bola parada mostrou sua versão mais coletiva: Patrick Allan cobrou o escanteio, Pedro Favela desviou e Edson Miranda completou para o fundo do gol.

Raio-X dos gols na "Era Cristian de Souza":

Inter de Limeira: 2 gols com bola rolando;

Volta Redonda: Gol de Pedro Favela (Escanteio de Zé Mário) e um gol de bola rolando;

Maringá: Gol de Pedro Favela (Escanteio de Renato);

Ferroviária: Gol contra de Gustavo Medina (Escanteio de Alex Ruan e desvio de Eurico);

Brusque: Gol de Edson Miranda (Escanteio de Patrick Allan e desvio de Pedro Favela);

Com mais da metade dos seus gols originados pelo alto, o Santa Cruz dá sinais claros de que encontrou o atalho para ferir os adversários e pavimentar o seu caminho na competição nacional.