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Executivo pede seriedade de investidores da SAF do Santa Cruz: 'Não brincar com o torcedor'

Executivo de futebol, Alex Brasil, pede responsabilidade a investidores da SAF e blinda torcida do Santa Cruz

Por Paulo Mota

Alex Brasil, executivo do Santa Cruz

O processo de transição do Santa Cruz para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) segue movimentando os bastidores do Arruda, mas ainda ecoa com pouca frequência dentro do departamento de futebol profissional. Em entrevista coletiva, o executivo de futebol do clube, Alex Brasil, revelou estar alheio aos detalhes das negociações conduzidas pela presidência e cobrou responsabilidade do novo grupo investidor que está prestes a assumir o controle do futebol coral.

"Eu não tenho informações completas (sobre SAF). O que tenho acompanhado é pela imprensa. O que a gente espera é que essa situação seja resolvida. Claro que vem para sanar o problema. É isso que a gente espera. Eu penso que não tenho autonomia suficiente, não me passou nada. Eu não fui apresentado, não me falaram nada", desabafou o executivo.

Alex Brasil ponderou positivamente sobre as referências do grupo que negocia com o presidente Bruno Rodrigues que, segundo bastidores, conta com profissionais que já atuaram na gestão do Botafogo. Para o executivo, o principal compromisso da nova gestão deve ser o respeito à paixão da torcida tricolor e a blindagem do ambiente de trabalho.

"A gente sabe que são pessoas sérias, que estavam no Botafogo. A gente espera que venham para não brincar com o sentimento do torcedor. É isso que espero, que traga total segurança para trabalharmos internamente", afirmou.

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Mudança de rumo nos bastidores
Após o anúncio da saída da Cobra Coral Participações do projeto da SAF, a diretoria tricolor agiu rápido para evitar uma estagnação no planejamento.

O presidente do Santa Cruz, Bruno Rodrigues, confirmou publicamente que um novo grupo de investidores já apresentou uma proposta oficial. O negócio, inclusive, já avançou para a fase de due diligence (auditoria e ratificação de documentos). Segundo a presidência, o novo modelo de negócio promete ser superior ao anterior, garantindo que o Estádio do Arruda não seja repassado por cessão definitiva, permanecendo sob o controle do clube associativo através de um contrato de comodato.

Enquanto a caneta dos investidores não sela o futuro do clube, o departamento de futebol comandado por Alex Brasil segue na expectativa de que as promessas de segurança financeira se convertam o mais rápido possível.