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MILÃO-CORTINA

VÍDEO: Delegação do Brasil encanta e esquenta público na abertura dos Jogos de Inverno 2026

O Brasil foi o 14º país a desfilar, na caminhada que contou com dança, passinho, estrela e o uniforme que revela a bandeira do Brasil

Diario de Pernambuco

Publicado: 06/02/2026 às 19:19

O porta-bandeira do Brasil, Lucas Pinheiro Braathen, desfila durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 /WANG ZHAO / AFP

O porta-bandeira do Brasil, Lucas Pinheiro Braathen, desfila durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 (WANG ZHAO / AFP)

A Itália deu início aos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina com uma cerimônia de abertura realizada simultaneamente em quatro sedes, o estádio de San Siro, em Milão, e as localidades alpinas de Cortina d'Ampezzo, Predazzo e Livigno.

Pontualmente às 20h00 locais (16 no horário de Brasília) desta sexta-feira (6), a cerimônia começou com dezenas de artistas e bailarinos no gramado de San Siro, onde os primeiros compassos do espetáculo deram o tom: celebrar a beleza e a cultura italiana.

Porém, uma das delegações que chamou mais atenção foi, é claro, a brasileira. Vestidos por uma marca de luxo francesa, a Moncler, os atletas brasileiros estão em sua maior quantidade na história dos Jogos de Inverno.

O Brasil foi o 14º país a desfilar, na caminhada que contou com dança, passinho, estrela e o uniforme que revela a bandeira do Brasil. Os porta-bandeira, Nicole Silveira, do Skeleton, e Lucas Pinheiro, do esqui alpino, abriram caminho para a entrada brasileira.

 
 
 
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Lucas Pinheiro Braathen, que já foi chamado de "Haaland do esqui alpino", está sob os olhares da esperança brasileira de subir ao pódio inédito, já que o Brasil nunca conquistou medalha nos Jogos de Inverno. Nascido em Oslo, na Noruega, o esquiador de 24 anos carrega também o sobrenome Pinheiro, de sua mãe, a brasileira Alessandra, que o teve como fruto do relacionamento com o norueguês Björn Braathen, a quem conheceu em um voo para Miami na década de 1990.

Lucas surpreendeu o mundo dos esportes de inverno quando, em outubro de 2023, poucos meses depois do título mundial, anunciou que estava se aposentando, em meio a desentendimentos com a Federação Norueguesa de Esqui por causa de direitos de imagem.

Cinco meses depois, ressurgiu com um novo anúncio: voltaria a competir no esqui alpino, mas agora representando o Brasil. Na Noruega, a notícia dividiu opiniões e foi assunto nos principais veículos do país, como os canais NRK, VG e TV2. Braathen, contudo, se apegou ao apoio recebido. Ao decidir retornar ao esqui, recebeu até dicas de Aksel Lund Svindal, esquiador norueguês multicampeão e dono de dois ouros olímpicos.

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