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Ex-presidente do Náutico critica acúmulo de funções de Hélio dos Anjos e avalia SAF

Em entrevista ao podcast Futebol Diario, ex-mandatário defendeu a contratação de um executivo para blindar a comissão técnica e revelou cautela com o mercado da SAF

Por Igor Fonseca e Raphael Brasil

Ex-presidente do Náutico critica acúmulo de funções de Hélio dos Anjos e avalia SAF.

O acúmulo de funções de Hélio dos Anjos e seu filho, Guilherme, no Náutico, é tema de debate entre os alvirrubros devido à má fase do Timbu na Série B do Campeonato Brasileiro.

Em entrevista ao podcast Futebol Diario, do Diario de Pernambuco, nesta terça-feira (11), o ex-presidente do Náutico, André Campos, comentou a decisão do clube.

"Não gosto. Aliás, disse ao presidente Bruno [Becker] que era um equívoco, até para proteger tanto Hélio quanto o próprio Bruno. Sou da teoria de que o clube deveria ter um executivo e um diretor estatutário. Acho que é necessário para preservar os dois, porque, quando tiver um atrito grande, não tem solução. Vão ter que se resolver um com o outro. E se não se resolverem, é problema", pontuou André.

Mesmo sem concordar, o ex-presidente entendeu a decisão de Bruno Becker de manter Hélio no clube.

"Houve um aconselhamento a Bruno logo no início, mas eu acho que Hélio não aceitaria ficar [em outras condições]. Como ele estava muito empoderado depois do acesso, se não fosse nessas condições, talvez Hélio não ficasse", lembrou. "O mesmo torcedor que hoje reclama porque Hélio tem poder demais, iria reclamar porque Hélio foi embora caso não dessem esse poder a ele", argumentou.

Para André, o resultado tem sido visto no elenco, com vários jogadores saindo do clube na gestão de Hélio.

"Vinte e um [jogadores] foram contratados e parece que 11 já foram embora. Quando você tem um diretor executivo, você preserva o treinador. As pancadas que Hélio está sofrendo são por causa disso", disse.

Além disso, na visão de André, os problemas continuam quando a comissão técnica toca em temas como salários atrasados.

"Eles começam a dar declarações, principalmente o Guilherme [dos Anjos, auxiliar], sobre assuntos que não cabem ao treinador: falar de salário atrasado, de contratação que falhou, da política do clube. Ele podia ter negociado [internamente], mas não precisava ir para a linha de frente", completou.

SAF NOS AFLITOS

Participante da política interna do Náutico, André Campos também tocou no assunto SAF.

"Tem se conversado, mas não há nada de concreto. Até porque, com essas coisas de SAF, cada dia mais se procura ter cuidado. Pouquíssimas deram certo. Tivemos, em determinados momentos, conversas com possíveis investidores que, quando você via, não eram investidores, eram corretores", explicou.