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Um empate que acende o alerta do Náutico nesta Série B

Beto Lago

Publicado: 10/08/2026 às 07:18

Jean Carlos em campo pelo Náutico/Rafael Vieira/CNC

Jean Carlos em campo pelo Náutico (Rafael Vieira/CNC)

Alerta aceso 


Os mais de 10 mil alvirrubros que foram aos Aflitos saíram, mais uma vez, decepcionados. O empate com o Atlético-GO foi péssimo para o Náutico, que vai ficando cada vez mais distante do G6 da Série B. Os primeiros minutos até deram a impressão de que seria diferente. O Timbu voltou a jogar como o torcedor gosta: pressão no campo adversário, velocidade e eficiência na finalização. O gol de Kauã Maranhã, aos 5 minutos, aumentou a esperança de uma tarde diferente nos Aflitos. O problema é que aquele futebol desapareceu rapidamente. O Náutico parou de atacar, recuou e permitiu que o Atlético-GO assumisse o controle e passasse a levar perigo ao gol de Muriel. No intervalo, a torcida pediu uma reação. Ela não veio. Aos três minutos, Muriel chegou a receber cartão vermelho, mas o impedimento de Gustavo Coutinho salvou o goleiro e o Timbu. O alívio, porém, durou pouco. Aos 10, em um contra-ataque bem construído, Geovany Soares empatou. O Náutico precisava reagir, mas Hélio e Guilherme dos Anjos não encontraram no banco as soluções para mudar a partida. Hoje, o time parece depender demais de Jean Carlos, único capaz de criar, cobrar as bolas paradas e ainda arriscar de fora da área. Ontem, nem o seu pé estava calibrado. Os demais jogadores evidenciam uma preocupante limitação técnica. Ao fina, As vaias da torcida traduzem exatamente o sentimento: o Náutico está perdendo terreno e, principalmente, convencendo cada vez menos.

Ponto para avançar


Por duas vezes, o Santa Cruz foi buscar o empate e arrancou um ponto importante na luta para sacramentar, nos dois próximos jogos em casa, sua presença no quadrangular. Foi uma partida dura contra o Botafogo, com muitos lances ríspidos. Mas nada justifica a violência fora dos gramados. E tudo com a proibição das uniformizadas. Spray de pimenta sendo lançado contra a torcida coral, brigas fora do estádio, bares sendo saqueados. Cenas inadmissíveis e que precisam de uma resposta das autoridades de segurança e da CBF.

A reação começou?


Dois meses e oito dias. Esse foi o tempo que o torcedor do Sport precisou esperar para voltar a vibrar com uma vitória na Série B. Fora de casa, o Leão bateu o Vila Nova por 1x0, recuperou alguns degraus na classificação e, principalmente, mostrou uma postura que merece elogios. Diferente de outros jogos, não recuou para permitir o crescimento do adversário e ainda criou oportunidades para ampliar. A defesa esteve segura, com destaque para a dupla Kayke e Marcelo Ajul, e o time mostrou mais organização e entrega em campo. Venceu, mas ainda precisa de mais. Que este seja, enfim, o início da esperada reação rubro-negra no Brasileiro.

A memória do Supertime da Ilha


Hoje será lançado “1975, O Supertime da Ilha”, primeiro volume da minha série Seleções da Ilha, resgatando as conquistas, os personagens e os momentos que transformaram aquele time em referência na história rubro-negra. O lançamento acontece às 18h, na Loja Cazá do Sport, na sede do clube. Uma oportunidade para reviver, através das páginas, a força de um time que permanece vivo na memória da torcida leonina.

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