Beto Lago: 'Empate valioso, mas com gosto de oportunidade perdida'
Se repetir esse nível de atuação, o Náutico seguirá com melhores chances de vencer
Empate valioso
O empate sem gols diante do líder Criciúma, no Heriberto Hülse, não pode ser tratado como um mau resultado. Enfrentar a melhor equipe da Série B, fora de casa, sempre representa um enorme desafio. O Náutico foi competitivo, teve personalidade e até poderia ter saído com a vitória – aqui, pesou a falta de um goleador.
Em grande parte do jogo, o Timbu teve maior posse de bola, controlou boa parte das ações e criou oportunidades para balançar as redes. Voltou a ser o time que marcava alto, incomodava o adversário e criava mais chances de gol. Por tudo o que produziu, deixou o campo com a sensação de que os três pontos eram perfeitamente possíveis. Mas vem um pouco da frustração.
O ponto conquistado tem valor pelas circunstâncias, porém pouco altera a realidade na tabela. O Náutico segue distante do G6 e, chega um momento do Brasileiro que empates já não são suficientes para quem pretende brigar pelo acesso. É preciso transformar boas atuações em vitórias. Por isso, se mostra claro que reforços precisam chegar para dar uma melhorada neste atual elenco.
Foi um empate com sabor agridoce: importante pelo adversário e pelo desempenho em campo, mas com gosto de que poderia ter sido muito melhor. Se repetir esse nível de atuação, o Náutico seguirá com melhores chances de vencer. O desafio agora é fazer com que esse bom futebol se traduza em resultados que aproximem o clube da zona de acesso.
O técnico Cristian de Souza tem méritos pela campanha do Santa Cruz, mas, desta vez, a derrota passa diretamente por suas escolhas. A escalação inicial desorganizou a equipe, que não se encontrou em campo, sem falar na limitação do elenco. Mais um tropeço na Arena, diante de um Figueirense que não vencia há um mês na Série C. Para os mais de 27 mil torcedores, ficou a frustração de ver um Santa irreconhecível. Pelo desempenho das duas equipes, o placar de 1x0 acabou até pequeno.
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Pressão máxima pela vitória
Hoje, o Sport entra em campo diante do Cuiabá carregando uma pressão enorme. Já são oito partidas sem vencer na Série B, uma sequência que aumentou a desconfiança da torcida. Uma vitória não representará apenas três pontos, mas a oportunidade de mostrar que a reação ainda é possível. Além disso, o resultado pode ser decisivo para a permanência de Gilmar Dal Pozzo no comando técnico. Em um ambiente de cobrança crescente, vencer deixou de ser apenas importante. Tornou-se uma necessidade.
O peso da realidade na venda de Zé Lucas
A venda de Zé Lucas poderia ter rendido mais? Claro que sim, especialmente olhando o futebol do exterior. Mas o contexto do Sport pesa: Série B e uma situação financeira delicada reduzem o poder de barganha. Quando a realidade aperta, nem mesmo todo o potencial do garoto é suficiente para elevar a negociação ao patamar ideal. Agora, o fundamental é que esse recurso seja bem utilizado: para manter o clube em dia com suas obrigações e ajudar na chegada de peças que realmente qualifiquem o atual elenco.