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A matemática do acesso começa a apertar

Beto Lago

Publicado: 02/09/2026 às 07:13

Gilmar Dal Pozzo, Hélio dos Anjos e Guilherme dos Anjos/Paulo Paiva/Sport Club do Recife|Rafael Vieira/CNC

Gilmar Dal Pozzo, Hélio dos Anjos e Guilherme dos Anjos (Paulo Paiva/Sport Club do Recife|Rafael Vieira/CNC)

A matemática aperta
A Série B entrou naquela fase em que a tabela deixa de ser apenas uma fotografia do campeonato e passa a funcionar como uma calculadora. Faltam 13 rodadas, e Sport e Náutico ainda têm condições de chegar ao G-6. Mas os números mostram que os caminhos são bem diferentes. O Sport ocupa o 8º lugar, com 38 pontos, enquanto o Náutico aparece em 12º, com 34. Quatro pontos separam os dois, mas a situação alvirrubra exige arrancada muito maior. Existe uma coincidência: ambos fizeram dez pontos nos últimos seis jogos, mas chegaram de maneiras diferentes. O Leão venceu três jogos, empatou um e perdeu dois, mostrando maior capacidade de transformar partidas em vitórias, mas oscila. O Timbu venceu dois e empatou quatro, apresenta maior estabilidade, mas precisa converter empates em triunfos. É aí que está a essência da reta final. O Sport esteve a pouco no G-6, mas não joga como time de G-6. O Náutico está fora dele e tem que jogar como time de acesso. A diferença para entrar na zona de acesso pode desaparecer rapidamente em uma competição tão equilibrada. Mas a matemática mostra que o desafio não é igual. Por isso, não basta olhar a tabela e concluir que “a distância é pequena para entrar na briga” ou “ela está curta demais para fugir da parte de baixo”. Cada clube tem sua missão a partir de agora. Para o Sport, começa uma corrida de aproximação. Para o Náutico, uma corrida de recuperação.

Crescimento exige evolução
O Sport tem 50,7% de aproveitamento e um dado que mais chama atenção é justamente o número de empates. O Leão perdeu pouco, mas deixou muitos pontos pelo caminho: quase metade terminou empatada. Em casa, o rendimento é de 56,4%. Fora, 44,4%. Não é uma campanha ruim como visitante, mas, para ficar entre os seis, o Sport precisará manter esse desempenho fora e aumentar a eficiência na Ilha do Retiro. Se a régua do acesso ficar próxima dos 60 pontos, o Sport precisará conquistar aproximadamente 22 dos 39 pontos restantes. Isso significa um aproveitamento de 56,4% até o final. É possível, mas exige evolução.

Ganhar com mais frequência
A matemática do Náutico é mais complicada. Tem 45,3% de aproveitamento e a diferença para o G-6 é pequena (cinco pontos). Para chegar aos 60, seriam necessários 26 dos 39 pontos. Aproveitamento de 66,7%: campanha de candidato ao acesso. Isso não significa que o Timbu esteja fora da disputa. O momento mostra que existe espaço para reação. Nos últimos seis jogos, o time não saiu derrotado. O problema é que parar de perder não basta para subir. O Náutico precisa ganhar com maior frequência. Os empates deram estabilidade, mas não produziram a arrancada necessária.

Última lição
E uma última lição que a Série B costuma ensinar: na reta final, empate fora pode ser bom resultado, mas empate demais não leva ninguém ao acesso. O Sport precisa desperdiçar menos. O Náutico precisa acelerar. E precisa seguir neste embalo A calculadora está ligada e cada ponto perdido daqui até a 38ª rodada terá um peso muito maior.

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