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COLUNA BETO LAGO

Sem a bola

Como surgem as lacunas defensivas de Sport e Náutico e o lançamento do livro "1975, O Supertime da Ilha"

Beto Lago

Publicado: 04/08/2026 às 07:52

Felipinho e Yuri Silva, laterais-esquerdos de Sport e Náutico, respectivamente/Paulo Paiva/Sport e Rafael Vieira/CNC

Felipinho e Yuri Silva, laterais-esquerdos de Sport e Náutico, respectivamente (Paulo Paiva/Sport e Rafael Vieira/CNC)

Sem a bola

O futebol moderno já não mede apenas quem tem mais posse de bola ou quem sofre menos finalizações. Hoje, os dados mostram também como cada equipe defende. Um levantamento apresentado pelo Portal do Sport, no canal X, traz um gráfico dos clubes das Séries A e B que vai além dos números de posse de bola ou finalizações. Ele mede a qualidade defensiva sem a bola, respondendo à pergunta: quem menos deixou o adversário jogar? O Sport aparece numa zona de equilíbrio. Não é uma equipe que sufoca o adversário como as mais agressivas da competição, mas também não permite que ele jogue com conforto perto da sua área. Quando é atacado, consegue limitar razoavelmente a qualidade das oportunidades criadas. É uma fotografia que confirma o que o torcedor tem visto ao longo da temporada: o problema do Leão não está, prioritariamente, na defesa. A equipe até protege bem sua meta, mas produz pouco ofensivamente. A consequência é uma coleção de empates que custaram pontos importantes na luta pelo acesso. E vem sempre da falha individual, que deixou o clube na zona intermediária da tabela. Já o Náutico apresenta um comportamento curioso. Está entre os times que menos permitem passes do adversário no último terço do campo, sinal de uma marcação alta eficiente e de boa pressão sem a bola. Mas existe uma contradição. Quando essa primeira barreira é superada, o Timbu passa a conceder chances de alta qualidade. Ou seja, dificulta a chegada do rival, mas, quando ele chega, encontra espaço para finalizar com perigo.

O que fazer para melhorar?

São dois diagnósticos distintos. O Sport precisa transformar sua consistência defensiva em mais poder ofensivo. O Náutico precisa tornar sua última linha mais segura para que todo o esforço de pressão não seja desperdiçado em poucos lances. No futebol, impedir o adversário de jogar é importante. Mas proteger a própria área continua sendo a essência de uma boa defesa. E, olhando para esse gráfico, fica claro que Sport e Náutico ainda têm um passo decisivo a dar para alcançar esse equilíbrio.

1975, O Supertime da Ilha

Depois de meses de pesquisas, chegou a hora de apresentar ao público o meu mais novo livro. Na segunda-feira (10), às 18h, na Loja Cazá do Sport, acontece o lançamento de "1975, O Supertime da Ilha". A obra revisita a inesquecível campanha do Estadual de 1975, conquistado por um elenco que ficou eternizado como a Seleção do Nordeste. Entre relatos, estatísticas, curiosidades, fotografias e bastidores, o livro mostra por que aquele time ocupa um lugar de destaque na memória do torcedor rubro-negro.

Projeto “Seleções” da Ilha

É também o primeiro volume da coleção "Seleções da Ilha", projeto que contará a história das equipes que ajudaram a transformar o Sport Club do Recife em um dos clubes mais tradicionais e populares do Brasil. Fica o convite para os rubro-negros e amantes da história do futebol participarem desse momento especial no próximo dia 10 de agosto.

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