A fé no tetra: confiança e promessas embalam torcedor da Argentina na final da Copa 2026
Messi lidera a Albiceleste diante da Espanha na decisão do Mundial, marcada para domingo (19)
Na véspera da decisão da Copa do Mundo de 2026, a expectativa pelo possível tetracampeonato da Argentina ultrapassa as fronteiras do país vizinho e encontra espaço também em Pernambuco.
Neste domingo (19), às 16h (de Brasília), a seleção argentina enfrenta a Espanha na grande final do Mundial, e a ansiedade toma conta do torcedor Theo Cavalcante, integrante da Barra 81, grupo formado por pernambucanos apaixonados pela Albiceleste.
A classificação sobre a Inglaterra, por 2 a 1, de virada, na semifinal, ficou marcada para Theo como um dos momentos mais especiais. O gol da vitória, marcado aos 46 minutos do segundo tempo, transformou a tensão em festa.
"Foi um dia ímpar. Teve gente que levou família, filho para ver o jogo junto, teve churrasco, começou cedo. Pouca gente almoçou, mão gelando, mas no final das contas existiu um sentimento que a gente não ia perder aquele jogo", conta.
"Agora vai cantar o Wonderwall em 2030", brinca.
Espanha inspira respeito, mas confiança permanece
Para a decisão, Theo acredita que a Argentina encontrará um adversário diferente daquele que imaginava enfrentar. Na opinião dele, a França representaria um desafio ainda maior, principalmente pela qualidade individual do elenco e pelo peso da rivalidade criada após a final de 2022.
"Agora as coisas começaram a se estreitar. Eu achava a França um adversário mais difícil porque é uma seleção de nomes todos em boa fase nos seus clubes e uma revanche por conta de 2022."
Mesmo assim, o torcedor reconhece a força da equipe espanhola, que chega embalada após eliminar a França e alcançar a maior sequência invicta da história das seleções.
"Agora com a Espanha não tem tanta rivalidade. É uma seleção muito boa, com jogadores como Lamine Yamal, Dani Olmo..."
Apesar do respeito, o otimismo segue elevado. O palpite para a final é claro: vitória argentina por 2 a 0, com gols de Julián Álvarez e Lautaro Martínez.
Promessas, tatuagens e superstição
Assim como em 2022, Theo mantém uma relação especial entre futebol, fé e superstição. Antes da final, passou pela Basílica de Nossa Senhora da Penha, no Recife, para renovar as orações pela campanha argentina.
Mas há também uma promessa guardada a sete chaves. Questionado sobre o que fará caso a Argentina seja campeã novamente, preferiu manter o mistério.
"Se for campeão eu conto, para não dar problema."
A superstição tem motivo. No título conquistado no Catar, Theo raspou a cabeça e eternizou a conquista com uma tatuagem da taça da Copa do Mundo. Agora, a história pode ganhar um novo capítulo.
"Na hora que a Argentina virou o jogo, eu, com minha mulher do lado, recebi uma ligação do meu tatuador já querendo marcar a próxima tatuagem."
Messi pode ampliar ainda mais sua história
A confiança dos torcedores também passa pelos pés de Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 busca o segundo título mundial consecutivo com a Argentina e pode ampliar ainda mais uma trajetória considerada histórica.
Bastará entrar em campo para se tornar o jogador de linha mais velho a disputar uma final de Copa do Mundo, aos 39 anos e 25 dias, ficando atrás apenas do goleiro italiano Dino Zoff, campeão em 1982. Caso marque contra a Espanha, também se tornará o jogador mais velho a fazer um gol em uma decisão de Mundial.
Messi, no entanto, garante que a pressão nunca foi um peso durante a campanha.
"Temos muita vontade de jogar. Nunca pensamos na pressão. Assimilamos como algo natural. Jogar, competir, pois somos um grupo competitivo que gosta de vencer. É um esporte coletivo, em que o rival também joga e nem sempre se pode ganhar. Desde pequeno, fui aprendendo e entendendo isso, e foi o que me fez crescer como pessoa e jogador."