Suspensão do cartão vermelho em copas: entenda o que Balogum e Garrincha têm em comum
Com a suspensão do cartão vermelho recebido contra a Bósnia, o atacante norte-americano Balogum poderá encarar a Bélgica, nesta segunda (6); caso semelhante aconteceu com Mané Garrincha, na Copa de 62
Publicado: 06/07/2026 às 08:28
Árbitro Rafael Klaus mostrando o cartão vermelho no jogo EUA x Bósnia (Tayfun Coskun / Anadolu via AFP) (TAYFUN COSKUN)
Quando o atacante Balogum entrar em campo pela seleção dos Estados Unidos para encarar a Bélgica, às 21h (horário de Brasília) desta segunda-feira (6), não será o primeiro atleta a ser expulso em uma copa do mundo e poder jogar a partida seguinte.
Beneficiado por uma decisão incomum do Comitê Disciplinar da Fifa, que suspendeu o cartão vermelho dado pelo árbitro brasileiro Rafael Klaus após pisar o tornozelo de um jogador da Bósnia, Balogum passará a ter algo em comum com Garrincha.
No Mundial do Chile, de 1962, o Brasil disputava semifinal da competição diante dos donos da casa. O ponta brasileiro era o melhor jogador da copa e virou alvo da violência e provocações chilenas, chegando a perder a cabeça e acertar um pontapé no lateral Rojas.
Foi botado para fora após o bandeirinha uruguaio Arturo Marinho avisar ao árbitro da agressão. Como na época não havia suspensão automática, os casos de indisciplina eram julgados pelo comitê da Fifa e Garrincha conseguiu escapar da punição.
Arturo Marinho não apareceu no julgamento e a defesa da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), a CBF de então, alegou falta de provas. O Anjo das Pernas Tortas foi absolvido.
O sumido bandeirinha uruguaio, fundamental para absolvição, foi atribuído a um jogo de bastidores dos dirigentes da CBD. Coincidência ou não, após o mundial, ele foi contratado para atuar em jogos do campeonato paulista.
Na decisão da Copa do Mundo do Chile, o Brasil ganhou por 3x1 da Tchecoslováquia e Garrincha foi eleito o craque da competição.