Em campo de refugiados em Gaza, palestinos acompanham jogo da Copa
Reunidos diante de telões improvisados e televisões em casas e ruas, torcedores aliviam as tensões de um cenário marcado pelas ruínas da guerra
Enquanto milhares de pessoas acompanhavam das arquibancadas do Estádio Lumen Field, em Seattle, o empate por 1 x 1, na segunda-feira (15/6), entre Egito e Bélgica, outra torcida vivia a partida a milhares de quilômetros dali. No campo de refugiados de Nuseirat, na Faixa de Gaza, uma multidão se reuniu diante de telões improvisados para assistir à estreia egípcia na Copa do Mundo. Em meio às marcas da guerra e da incerteza, o futebol transformou-se, por algumas horas, em refúgio para toda uma população. Segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA), a Faixa de Gaza abriga entre 1,6 e 1,7 milhão de refugiados palestinos registrados.
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Em campo, a alegria chegou cedo para os egípcios. Ainda na primeira etapa, Emam Ashour abriu o placar e fez explodir em festa a multidão reunida em Gaza. Por alguns instantes, entre bandeiras agitadas e abraços, a guerra pareceu distante. No entanto, o futebol também conhece a crueldade: aos 66 minutos, um gol contra de Mohamed Hany devolveu o empate à Bélgica e silenciou parte da comemoração palestina. As nações, juntamente com Irã e Nova Zelândia, figuram no grupo G da Copa do Mundo.
Influenciada pelo grupo extremista Hamas, a Faixa de Gaza sofre com o conflito entre Israel e Palestina. Grande parte da infraestrutura do local foi gravemente danificada pelos bombardeios israelenses. Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 7 de outubro de 2023, o número de mortos na região supera 73 mil vítimas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.