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Base de cálculo

STF forma maioria para excluir créditos de ICMS da base do PIS/Cofins; impacto é de R$ 16,5 bi

Placar já havia formado maioria em sessão virtual em 2021, mas foi reiniciado para plenária presencial

Estadão Conteúdo

Publicado: 07/10/2026 às 16:23

Estátua da Justiça em frente ao edifício-sede do Supremo Tribunal Federal/Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Estátua da Justiça em frente ao edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para excluir da base de cálculo do PIS e da Cofins os valores de créditos de ICMS concedidos pelos Estados. A vitória dos contribuintes pode custar até R$ 16,5 bilhões para a União, de acordo com estimativa da Receita Federal.

O julgamento ocorre nesta quarta-feira (7). Já havia maioria formada a favor do contribuinte no plenário virtual desde 2021, mas o placar foi reiniciado no plenário presencial.

A corrente vencedora foi aberta pelo relator Marco Aurélio (já aposentado).

Ele foi acompanhado por outros três ministros que já se aposentaram - Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso - e pelos ministros Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Na sessão desta quarta-feira, Toffoli mudou o voto que havia proferido no plenário virtual.

O regimento interno do Supremo determina que os votos de ministros aposentados devem ser mantidos mesmo após a mudança no titular da cadeira.

Diante dessa situação, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou que o resultado poderá ser alterado no julgamento de recursos, quando os novos ministros (André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino, além do sucessor de Barroso) poderão se manifestar.

"Este é um daqueles casos em que a existência de quatro votos de ministros que já se aposentaram possivelmente fará com que, em breve, nós tenhamos que rediscuti-lo, porque os embargos de declaração colocarão quatro ministros, que não votaram ainda, na votação", disse Moraes.

Cofins , ICMS , pis , stf
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