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"Extremamente otimista": Após descoberta no Amazonas, presidente da Petrobras anuncia investimentos

Petrobras aguarda licenças para perfuração de outros três poços

Estadão Conteúdo

Publicado: 17/08/2026 às 18:02

Magda Chambriard, presidente da Petrobras /Fernando Frazão/Agência Brasil

Magda Chambriard, presidente da Petrobras (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reiterou nesta segunda-feira (17) que a estatal está "extremamente otimista" com os resultados da descoberta de petróleo no poço pioneiro de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.

Segundo ela, a perfuração deve ser concluída em cerca de 15 dias. A presidente da estatal explicou que, após a conclusão da perfuração, o próximo passo é delimitar a descoberta, ou seja, medir a extensão e o volume recuperável do reservatório.

"Tudo indica que vai ser bom, nós estamos extremamente otimistas. Tem petróleo, tem descoberta. Ainda não sabemos quanto. Vamos continuar investindo, explorando e o futuro vai dizer quanto o Amapá pode nos oferecer", declarou, reforçando o tom de confiança da estatal com o potencial da região.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no Oiapoque (AP), onde a executiva acompanhou a visita do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao navio-sonda ODN II, responsável pela descoberta anunciada na sexta-feira (14).

Continuidade do Brasil como produtor de peso

Magda Chambriard ressaltou a mensagem que o achado é "extremamente relevante" por sinalizar a continuidade do Brasil - e da Petrobras - como produtor de peso no cenário mundial.

"Hoje nós produzimos 80% do petróleo do Brasil do pré-sal. Esse pré-sal vai ter um pico de produção mais ou menos em torno de 2034, 2035 e, a partir daí, nós precisamos repor reservas para que a gente não perca a posição de um dos dez maiores produtores de petróleo do planeta", afirmou a executiva.

O País ocupa atualmente o posto de sétimo maior produtor global.

Risco de voltar a ser importador se não existir ação

Ela alertou para o risco de voltar à condição de importador se não houver expansão da exploração e da reposição de reservas.

"A partir do pico, se não agirmos, seremos importadores de petróleo como no passado", disse a executiva, ao defender que "não tem futuro para uma empresa de petróleo sem exploração".

Aguardo de licenças para perfurar mais 3 poços

Magda Chambriard reiterou ainda que a empresa aguarda licenças para perfurar mais três poços no mesmo bloco exploratório e que há outras cinco áreas previstas para novos poços, ampliando o esforço exploratório na Margem Equatorial.

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