"Dia histórico para o multilateralismo", diz Lula após UE aprovar acordo com Mercosul
A assinatura do acordo de parceria entre a União Europeia e o Mercosul foi autorizada nesta sexta-feira (9) pelo Conselho Europeu
Diario de Pernambuco e Estadão Conteúdo
Publicado: 09/01/2026 às 14:23
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou a aprovação do acordo da União Europeia com o Mercosul, nesta sexta-feira (9).
"Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo", escreveu o petista nas redes sociais.
Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de…
— Lula (@LulaOficial) January 9, 2026
A assinatura do acordo de parceria entre a União Europeia e o Mercosul foi autorizada nesta sexta pelo Conselho Europeu, abrindo caminho para um dos mais amplos pactos já negociados pelo bloco europeu. Em comunicado, o Conselho informou que "adotou duas decisões que autorizam a assinatura do Acordo de Parceria Mercosul-UE e do Acordo Comercial Interino", classificando o avanço como um marco na relação entre as duas regiões.
Segundo o texto, os acordos estabelecem uma estrutura abrangente para o relacionamento com os países do Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - ao combinar "diálogo político, cooperação e relações comerciais" em um único arcabouço. O Conselho ressalta, contudo, que a autorização não significa a conclusão definitiva do processo.
O comunicado enfatiza que o acordo "exigirá o consentimento do Parlamento Europeu antes de poder ser formalmente concluído", etapa considerada essencial para que o pacto avance institucionalmente dentro da UE.
O documento destaca ainda que, enquanto os trâmites seguem, partes do acordo poderão ser aplicadas de forma provisória, especialmente no campo político e de cooperação. Já o acordo comercial interino foi desenhado para "entregar os benefícios econômicos das concessões negociadas o mais cedo possível", funcionando de maneira autônoma até a entrada em vigor plena do acordo de parceria.
De acordo com o Conselho, o entendimento busca fortalecer a cooperação em áreas como desenvolvimento sustentável, clima, comércio, investimentos e cadeias produtivas estratégicas, ao mesmo tempo em que prevê salvaguardas para setores sensíveis. A instituição afirma que a iniciativa representa um "passo histórico" após mais de 25 anos de negociações, com potencial para criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo entre a União Europeia e o Mercosul.