Uma vila abandonada na região da Toscana, na Itália, está prestes a ganhar uma nova vida graças a um projeto coletivo que reúne moradores de diferentes países. Ao todo, 92 participantes adquiriram uma participação no vilarejo Borgo Batone, com o objetivo de restaurar 17 construções históricas e transformar o local em uma comunidade compartilhada.
Localizado na cidade de Pescaglia, o antigo vilarejo ocupa uma área de 25 hectares cercada por florestas e olivais, nos Alpes Apuanos. A iniciativa começou em 2021, quando um grupo de idealizadores decidiu preservar o patrimônio histórico em vez de vender cada imóvel separadamente, criando um modelo de propriedade coletiva para financiar a recuperação da área.
Em vez de comprar uma casa específica, cada integrante adquire uma participação em todo o complexo. O investimento inicial é de 50 mil euros, cerca de R$ 300 mil, valor destinado à cooperativa responsável pela administração e restauração da vila. Em troca, os participantes recebem créditos que podem ser utilizados para reservar períodos de hospedagem no local.
Além de financiar as obras, os membros também participam das decisões sobre o futuro da comunidade, ajudando em mutirões e grupos de trabalho. A expectativa é que, após a conclusão das reformas, o vilarejo possa receber até 80 hóspedes simultaneamente, tornando-se um espaço voltado para turismo, encontros familiares e atividades culturais.
Vila ficou décadas abandonada
Borgo Batone tem uma história que remonta a cerca de dois mil anos e abriga construções erguidas entre o fim da Idade Média e o período do Renascimento. A partir da década de 1960, os moradores deixaram a região em busca das cidades, fazendo com que as casas fossem sendo abandonadas ao longo dos anos.
A recuperação do vilarejo recebeu apoio da prefeitura de Pescaglia e segue um modelo semelhante ao chamado Albergo Diffuso, conceito italiano que transforma construções espalhadas por uma vila em um único empreendimento de hospedagem. A proposta busca preservar o patrimônio histórico enquanto incentiva o turismo e revitaliza uma área rural que permaneceu esquecida por décadas.










