O tomate ficou 37,76% mais caro em setembro e impulsionou a alta do grupo de Alimentação e Bebidas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A batata-inglesa subiu 24,07% no mês, e juntos, os dois produtos pressionaram os preços dos alimentos consumidos em casa.
Esse movimento ajudou a elevar o IPCA para 0,82% em setembro, após a queda de 0,32% em agosto. A diferença entre os dois resultados foi de 1,14 ponto percentual.
Altas de alimentos de acordo com o IPCA
Em setembro, nenhum item pesou tanto no bolso do consumidor quanto o tomate. A alta de 37,76% colocou o fruto no topo da lista dos produtos que mais encareceram a alimentação no domicílio e puxou o resultado geral de 0,96% nessa categoria.
Cebola e arroz também subiram, 10,14% e 4,56%, respectivamente, e pressionaram os itens básicos da cesta. As carnes tiveram alta de 0,63%, enquanto frango inteiro, frango em pedaços e frutas recuaram e amenizaram parte do impacto.
Batata inglesa também apresentou elevação nos preços
A batata-inglesa ficou em segundo lugar entre os produtos que mais encareceram a alimentação, com alta de 24,07% no mês. A alta dos dois produtos se refletiu no custo da comida feita em casa, já que ambos são ingredientes recorrentes no dia a dia das famílias brasileiras.
Fora de casa, a alta foi menor: a alimentação em restaurantes e lanchonetes passou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro. As refeições aceleraram de 0,18% para 0,49%, enquanto o lanche desacelerou de 0,62% para 0,47%.
O grupo Alimentação e Bebidas ficou atrás apenas de Habitação (2,31%) e Transportes (0,89%) entre os que mais pesaram no índice de setembro. Com o resultado do mês, o IPCA acumula 3,95% no ano e 4,58% em 12 meses. O acumulado em 12 meses ficou acima dos 4,22% do período anterior, enquanto a alta de setembro superou a variação de 0,48% registrada no mesmo mês de 2025.










