Uma das guerras mais marcantes da história no século XX, a Guerra da Coreia, envolveu diversos países entre os anos de 1950 a 1953, sendo considerado até os dias de hoje, como um dos episódios mais marcantes da Guerra Fria. Mais de 60 anos depois, um soldado que havia desaparecido nessa batalha foi identificado.
Em 2015, um Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou que os restos mortais de um soldado americano desaparecido durante a Guerra da Coreia foram identificados. Na ocasião, o país se comprometeu a devolver o corpo do soldado para a família para a realização do sepultamento com as tradicionais honras militares completas. O militar havia sido dado como desaparecido em dezembro de 1950, ainda no primeiro ano da guerra.
O cabo Francis D. Knobel, de La Crosse, Wisconsin, servia na Cia. Sede, 3º Batalhão, 31º Regimento de Infantaria, 7ª Divisão, a leste do Reservatório Chosin norte-coreano, durante uma das operações mais críticas do conflito. Em 12 de dezembro de 1950, após a batalha, foi relatado como desaparecido em combate.
Os restos mortais permaneceram não identificados até 2014. Com o reconhecimento, Knobel pode ser enterrado no Cemitério Nacional de Arlington, no estado da Virgínia.
Recuperação dos restos na Guerra da Coreia
Entre agosto e novembro de 1954, as Nações Unidas e as forças comunistas realizaram a Operação Glory, uma troca de corpos de soldados falecidos. As forças comunistas entregaram 25 caixas de restos mortais que se acreditava serem de militares americanos recuperados perto do local onde Knobel desapareceu.
Essas caixas foram transferidas para a Unidade Central de Identificação do Exército Americano, em Kokura, no Japão. Das 25 caixas recebidas, 17 militares foram identificados na época.
Uma caixa foi considerada conter restos de um nacional coreano, enquanto as últimas sete permaneceram sem identificação. Os restos não identificados foram posteriormente transferidos para o Cemitério Memorial Nacional do Pacífico, conhecido como Punchbowl.
Identificação através de tecnologia moderna
Já em 2014, com avanços em tecnologia, o Departamento de Defesa reexaminou registros da Unidade Central de Identificação e conseguiu identificar os restos mortais de Knobel.
Os restos foram exumados e novamente analisados por cientistas do Departamento de Defesa e do Laboratório de Identificação por DNA das Forças Armadas, que utilizaram evidências circunstanciais, radiografias e comparação dentária.
Mais de 7 mil soldados americanos continuam desaparecidos desde a Guerra da Coreia. A tecnologia moderna permite identificar restos mortais entregues por norte-coreanos ou recuperados por equipes americanas de resgate.










