Em viagem à Índia, o ex-atacante e ex-dono do Cruzeiro, Ronaldo Fenômeno deixou de lado as quatro linhas para encarar um esporte pouco familiar a ele: o golfe. Foi a primeira vez que o brasileiro apareceu publicamente em um campo, e a experiência deixou claro o quanto a modalidade ainda é estranha para ele. O episódio aconteceu na última terça-feira (14/10), no Delhi Golf Club, em Nova Délhi.
Ele disputou uma partida amistosa ao lado do espanhol Nacho Elvira, profissional do golfe. O confronto serviu como uma espécie de prévia para o DP World India Championship, competição que reúne os principais nomes da modalidade entre os dias 15 e 18 de outubro.
Golfe divide opiniões com o Fenômeno
Ronaldo elogiou a modalidade, mas reconheceu a dificuldade ao comentar as primeiras tacadas. Disse que o golfe é incrível e bonito, mas não é para ele porque é difícil demais. O ex-atacante comparou as duas modalidades e afirmou que ambas exigem quase o mesmo nível de dificuldade, além de anos de repetição e aperfeiçoamento.
Para ele, porém, a bola redonda sempre será o caminho mais natural, porque passou a vida inteira dentro de campo, enquanto o taco de golfe surgiu como novidade tardia.
Encontro com ministra marca a agenda
Além da participação no golfe, Ronaldo cumpriu uma agenda institucional na Índia. Em Nova Délhi, na quarta-feira (15/10), ele foi recebido por Raksha Khadse, que ocupa o cargo de ministra de Estado para Assuntos da Juventude e Esportes do país.
Durante a reunião, a ministra recebeu uma camisa da Seleção Brasileira com o número 9 — símbolo da trajetória do brasileiro como atacante. Ela compartilhou registros do encontro em suas redes sociais e ressaltou que a presença de Ronaldo pode servir de estímulo para jovens atletas do país.
O brasileiro ainda falou sobre uma eventual cooperação com autoridades indianas, que poderia abrir caminhos para o desenvolvimento do futebol e de outros esportes no país.
A passagem vitoriosa pelo Cruzeiro
Antes de virar empresário do esporte, Ronaldo construiu uma das histórias mais marcantes da Raposa. Entre 1993 e 1994, ele soma 58 jogos e 56 gols com a camisa estrelada. Números que o consagraram como artilheiro do Campeonato Mineiro de 1994 — seu único título como jogador do clube.
A artilharia da Supercopa Libertadores de 1993 reforçou ainda mais seu nome na época, abrindo caminho para a convocação à Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1994.
Gestão à frente da SAF
Anos depois, Ronaldo voltou ao Cruzeiro em outra função: a de dono da SAF do clube, que vivia uma crise financeira grave e corria risco de disputar a Série B pela terceira vez seguida. A reestruturação trouxe resultado rápido: o clube conquistou o título da Série B em 2022 e voltou à elite do futebol brasileiro.
Depois de uma Série A 2023 de altos e baixos e um início irregular na temporada de 2024, Ronaldo decidiu vender sua participação na SAF ao empresário Pedro Lourenço, amigo pessoal. A passagem pela Índia mostra que, longe dos gramados, o brasileiro segue curioso por desafios — mesmo quando a conclusão é que nenhum deles supera o futebol.
Ronaldo realmente tentará aprender golfe ou foi só uma experiência pontual?
Pelo que ficou registrado, foi uma experiência pontual de exibição. Ronaldo foi claro ao afirmar que o golfe “simplesmente não é para ele”. Sua conclusão na Índia mostra que, mesmo curioso por desafios fora dos gramados, o brasileiro reconhece seus limites e preferências — nenhum esporte supera o futebol em sua avaliação pessoal.










