A falta de ritmo na classificação foi o gargalo que penalizou a Ferrari no circuito holandês. Lewis Hamilton fechou a prova na quarta colocação, seguido por Charles Leclerc em quinto, resultado que levou a equipe a mapear os pontos em que deixou escapar chances de um desempenho melhor.
Fred Vasseur, chefe da Scuderia, explicou que o desempenho em prova foi razoável, mas o ritmo de qualificação foi o principal problema.
A execução estratégica não saiu como planejado, com um pit stop mais demorado do que o esperado tirando tempo valioso da equipe, e as mudanças de posição provocadas pelo Virtual Safety Car também influenciaram o resultado, num grid em que as diferenças entre os carros eram mínimas.
Onde a Ferrari tropeçou
Hamilton informou à equipe que estava mais rápido que Leclerc e que poderia se beneficiar de uma estratégia diferente de pneus. A equipe, porém, esperou uma volta a mais antes de chamar o companheiro aos boxes para a troca.
A execução em pista revelou fragilidades que não se resumem ao rendimento do carro. Como havia pouca diferença de rendimento entre os pneus disponíveis e os concorrentes estavam tecnicamente parelhos, qualquer escolha tática acabou fazendo diferença no fim.
Na retomada da corrida após o período de Virtual Safety Car, Leclerc conseguiu ultrapassar Oscar Piastri na volta 34, usando o banking da curva 3. Na avaliação de Leclerc, seu carro tinha condições de brigar de forma mais acirrada com George Russell, não fosse o timing ruim em que o incidente de segurança ocorreu.
Leclerc reforçou que melhorar o desempenho nas voltas rápidas é essencial, já que a posição de largada limitou seu resultado final.
Ritmo em pista versus largada
Hamilton comparou a execução da Ferrari com a da Mercedes, que inverteu posições entre seus pilotos e assegurou um pódio duplo.
Hamilton reconheceu que somar pontos para o campeonato foi positivo e elogiou o esforço da equipe de fábrica em desenvolver melhorias para o carro, mas reforçou que ainda é preciso avançar mais.
O diagnóstico de Leclerc sobre a importância da classificação mereceu concordância de Vasseur, que prometeu analisar esse aspecto antes do GP da Itália.
O chefe da Ferrari assegurou que a prioridade será melhorar o ritmo de qualificação, não o de corrida, para que a equipe melhore seu desempenho.










