O técnico Fernando Diniz deixou o comando do Corinthians na última quarta-feira, 7 de outubro, logo após a derrota por 2 a 1 frente ao Internacional no Beira-Rio, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. A sétima derrota seguida selou o fim de sua passagem pelo clube, que agora enfrenta pressão para recuperar o rendimento em campo.
A rescisão com o treinador prevê o pagamento de três meses de salário, cláusula que faz o valor total do desligamento ficar entre R$ 4,5 milhões e R$ 5 milhões. O pacote mensal que inclui Diniz e sua comissão técnica soma cerca de R$ 1,5 milhão. Com o vínculo encerrado, esse custo deixa de pesar no caixa alvinegro.
Contrato e termos do desligamento
O acordo entre Diniz e o Corinthians previa contrato até dezembro de 2026, mas os resultados em campo anteciparam o fim da parceria. A multa rescisória equivale a três meses da remuneração do treinador, conforme previsto no contrato.
Em pronunciamento, o executivo de futebol Marcelo Paz classificou o momento como de muita dor para o clube e reconheceu o empenho do profissional. Segundo ele, o início da passagem havia sido promissor, mas a sequência de resultados ruins exigiu uma mudança de rumo imediata.
Performance e queda de rendimento
O rendimento do Corinthians caiu ao longo da temporada e aumentou a pressão sobre o técnico. A criação ofensiva tornou-se o principal problema da equipe, que marcou apenas cinco gols nos nove jogos anteriores à demissão. O jejum coincidiu com a queda de desempenho que motivou as últimas decisões da diretoria.
Sequência negativa e contexto da saída
Antes da derrota para o Internacional, o Corinthians havia perdido para Cruzeiro, Coritiba, Santos, Chapecoense, Flamengo e Fluminense, e foram sete derrotas seguidas no Brasileirão. Uma nova derrota faria Diniz alcançar a segunda maior sequência de reveses consecutivos da história do clube na competição, atrás apenas do recorde de 2000, quando o time amargou nove derrotas seguidas.
O Corinthians agora busca um substituto para tentar conter a crise antes da sequência de confrontos diretos pela permanência na Série A. A diretoria procura um “fato novo”, nas palavras do próprio Marcelo Paz, para recuperar a equipe.










