Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o comando do país em uma nova rodada de votação. Nenhum dos dois alcançou a maioria necessária no primeiro turno, realizado neste domingo (4), conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral. O segundo turno ocorrerá no último domingo de outubro, no dia 24, nos mesmos horários e regras do primeiro turno
Com 98,2% das urnas apuradas até as 21h01, Flávio aparecia à frente, com 44,85% dos votos válidos (55.499.853 registros), enquanto Lula vinha logo atrás, com 44,7% dos votos válidos.
Como funciona a decisão em segundo turno
A legislação eleitoral brasileira prevê nova rodada sempre que nenhum concorrente passa da metade dos votos válidos na etapa inicial. O objetivo desse mecanismo é assegurar que quem assumir o Palácio tenha apoio de parcela maior do eleitorado.
Diante do placar apertado entre os dois primeiros colocados, o desfecho da corrida presidencial só será conhecido na nova votação, marcada para 25 de outubro. Até lá, debates e novas propostas dos candidatos devem movimentar a campanha.
Resultado contraria pesquisas da última semana
A liderança de Flávio surpreendeu parte do meio político, já que levantamentos divulgados nos dias anteriores ao pleito indicavam um cenário mais equilibrado, com empate técnico ou ligeira vantagem do atual presidente. Pesquisas Quaest e Datafolha, por exemplo, mostravam pequena distância entre os candidatos na reta final da campanha.
No entanto, os institutos não divulgaram pesquisa de boca de urna neste domingo. A rapidez da totalização oficial e o custo de ouvir um grande volume de eleitores em poucas horas fizeram esses institutos abandonar esse tipo de levantamento.
Outras disputas também terão segundo turno
A corrida pela Presidência não foi a única a exigir segunda rodada neste pleito. No Amazonas, Aziz e Maria do Carmo vão disputar o comando estadual, enquanto no Rio Grande do Norte a definição ficará entre Allyson e Cadu de Lula.
A fragmentação do eleitorado entre vários nomes também ocorreu em outros estados. Em 25 de outubro, os eleitores decidirão as disputas estaduais e quem assumirá o comando do Executivo federal.










