Diario de Pernambuco
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Brasil
  • Mundo
  • Vida Urbana
  • Viver
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Home
  • Brasil
  • Mundo
  • Vida Urbana
  • Viver
  • Política de Privacidade
  • Contato
Sem resultados
Ver todos os resultados
Diario de Pernambuco
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Geral

Por 70 anos, cientistas acreditaram que ossos guardados em museu eram de mamutes, até exame de DNA revelar que pertenciam a duas espécies de baleias

Por Milton Filho
17/09/2026
Cientistas acreditaram ossos guardados museu

Foto: Magda Ehlers/Pexels

Um acervo de ossos guardado por 70 anos em um museu do Alasca, nos Estados Unidos, classificado como de mamutes, revelou ter origem marinha. Os fragmentos pertenciam a duas espécies de baleias gigantes, segundo a nova identificação publicada em estudo científico no Journal of Quaternary Science.

A confusão nasceu de uma limitação técnica da época: sem recursos para analisar cada fragmento em detalhe, Otto Geist classificou o material apenas pela aparência externa dos ossos. Décadas depois, ferramentas de biologia molecular expuseram o equívoco no acervo.

Uma coleta antiga na região de Fairbanks

Recomendado para você

  • Construída paredões gigantes fundada milConstruída entre paredões gigantes, cidade fundada há mais de 2 mil anos esconde templos esculpidos diretamente nas rochas do deserto
  • Cantor vive mansão milhões usadaAos 55 anos, cantor vive em mansão de R$ 3 milhões usada como refúgio e com lareira imponente na Grande São Paulo
  • Cercada muralhas gigantes medieval pareceCercada por muralhas gigantes, cidade medieval parece ter parado no tempo e conserva construções erguidas há quase mil anos
  • Nenhum convidado apareceu aniversário meninoNenhum convidado apareceu no aniversário de menino de 8 anos, mas policiais e bombeiros descobriram a história e transformam a comemoração

No início dos anos 1950, o pesquisador Otto Geist reuniu muitos fragmentos ósseos durante expedições de campo na região de Fairbanks, no Alasca. Sem sequenciamento genético disponível na época, os pesquisadores precisavam confiar na semelhança visual entre os ossos coletados e os de grandes mamíferos terrestres extintos.

Catalogados como restos de mamute-lanoso, os fragmentos permaneceram guardados sem contestação sobre sua origem. O grande volume de material reunido reforçou a classificação inicial, considerada correta pelo próprio acervo.

O que os testes modernos encontraram

Os testes de radiocarbono aplicados às amostras revelaram primeiro datas incompatíveis com o período de extinção dos grandes mamíferos americanos. Esse descompasso cronológico foi o primeiro sinal de que a classificação original não se sustentava.

O material antigo foi submetido a sequenciamento avançado. As sequências genéticas extraídas foram comparadas a bancos de dados biológicos, confirmando uma origem diferente da esperada e apontando para a identidade marinha das amostras.

Baleias do Pacífico por trás do engano

A análise genética identificou duas espécies de cetáceos gigantes que nadavam no oceano Pacífico há milênios: a baleia-minke e a rara baleia-franca-do-Pacífico-Norte. A descoberta surpreendeu os responsáveis pelo acervo, que não esperavam encontrar vestígios marinhos tão longe da costa.

Trocas comerciais antigas ou deslocamentos feitos por populações ancestrais podem explicar como restos de baleia chegaram tão longe do litoral. As peças de origem costeira aparentemente percorreram grandes distâncias pelas mãos de quem as comercializava no passado.

Marcadores que confirmaram o erro

Três elementos, juntos, sustentaram a reclassificação: marcadores genéticos típicos de mamíferos marinhos, datações por carbono incompatíveis com a era dos mamutes e uma estrutura óssea interna característica de cetáceos. Nenhum desses sinais era visível a olho nu na época da coleta original.

Corrigir catalogações antigas evita que conclusões equivocadas continuem fundamentando estudos acadêmicos futuros. A revisão também amplia a compreensão sobre o deslocamento histórico de espécies e o comportamento de populações pré-históricas em regiões nórdicas.

Fragmentos guardados há décadas em prateleiras de museus ainda podem esconder identidades trocadas, como mostra o caso do Alasca. A biologia molecular hoje disponível permite identificar a origem correta de cada peça, décadas depois da coleta de Otto Geist.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Milton Filho

Milton Filho

Jornalista, sergipano e coautor do livro 'Memórias do Esporte Clube Vitória: a história rubro-negra contada por seus personagens'

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sem resultados
Ver todos os resultados

Recomendado para Você

Cientistas acreditaram ossos guardados museu

Por 70 anos, cientistas acreditaram que ossos guardados em museu eram de mamutes, até exame de DNA revelar que pertenciam a duas espécies de baleias

17/09/2026
Construída paredões gigantes fundada mil

Construída entre paredões gigantes, cidade fundada há mais de 2 mil anos esconde templos esculpidos diretamente nas rochas do deserto

17/09/2026
Cantor vive mansão milhões usada

Aos 55 anos, cantor vive em mansão de R$ 3 milhões usada como refúgio e com lareira imponente na Grande São Paulo

17/09/2026
Cercada muralhas gigantes medieval parece

Cercada por muralhas gigantes, cidade medieval parece ter parado no tempo e conserva construções erguidas há quase mil anos

17/09/2026
Nenhum convidado apareceu aniversário menino

Nenhum convidado apareceu no aniversário de menino de 8 anos, mas policiais e bombeiros descobriram a história e transformam a comemoração

17/09/2026


Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco

DIARIO DE PERNAMBUCO, 200 ANOS - CREDIBILIDADE E INOVAÇÃO

O jornal mais antigo em circulação da América Latina tem história de pioneirismo e vanguarda. Do primeiro papel até a informatização do jornalismo profissional e da entrada nas redes sociais, o Diario de Pernambuco atua para seguir sua tradição: a qualidade do padrão do grupo de comunicação mais completo de Pernambuco.

Neste ano, o Diario de Pernambuco comemora o seu bicentenário, 200 anos ininterruptos de compromisso com os seus leitores e com a democracia.

O jornal dos pernambucanos chega a uma nova fase da sua existência mantendo-se atualizado, conectado às tendências dos consumidores e do mercado de comunicação, em um canal direto com os leitores através de suas plataformas: jornal impresso e digital, portal de notícias e redes sociais.

DIARIO DE PERNAMBUCO NO DIGITAL
O Diario de Pernambuco é líder entre os jornais de Pernambuco. São mais 3,7 milhões de leitores e seguidores entre as redes sociais e liderança no Instagram, com mais de 1,4 milhão de seguidores, e um novo portal digital que alcança mais de 400 mil acessos no site por dia.

Diario de Pernambuco, conectando gerações desde 1825.

ANUNCIE NO DIARIO

Telefone:
+ 55 81 2122.7892

E-mail:
[email protected]

FALE CONOSCO

Telefone:
+ 55 81 3320.2020
+ 55 81 99217.0191

E-mail:
[email protected]

Nossos portais

  • Pernambuco.com
  • Esportes DP
  • Rádio Clube WEB
  • Rádio Clube PE
  • Blog Giro
  • Blog Dantas Barreto

 

Serviços

  • Versão digital (flip)
  • Versão impressa
  • Assine o Diario
  • Anuncie
  • Expediente
© 2025 Grupo Diario de Pernambuco. Todos os direitos reservados.

Grupo DP

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Brasil
  • Mundo
  • Vida Urbana
  • Viver
  • Política de Privacidade
  • Contato

Diario de Pernambuco - DPMAIS