O cantor Rick Sollo (da dupla com Renner), que faleceu na última segunda-feira, 21, na queda de um helicóptero, seguia para São Joaquim para um compromisso que poderia render parcerias comerciais importantes na Serra Catarinense. O acidente interrompeu a transição gradual do cantor sertanejo dos palcos para a carreira de investidor no ramo do entretenimento.
O artista pretendia consolidar na região um complexo de estúdios para captação de áudio, que abriria espaço para talentos locais.
Encontro marcado com o prefeito
Rick tinha um almoço marcado para a tarde de segunda-feira, 21 de setembro, com o prefeito José Teodoro de Sena Amaral. O empresário Bruno Avelar acompanhava o cantor e tratava da construção do complexo de estúdios e de um possível circuito de shows pela região.
Prefeitos de cidades vizinhas já haviam demonstrado interesse em participar da agenda de shows planejada pelo artista para os meses seguintes.
A rota entre Porto Belo e a Serra do Corvo Branco
O Bell 430 decolou de Porto Belo rumo a São Joaquim e enfrentou chuva, granizo e ventos fortes ao longo do trajeto. O contato com os órgãos de controle aéreo se perdeu antes de a aeronave cair em uma área de mata fechada na Serra do Corvo Branco.
Cinco pessoas estavam a bordo: Rick, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio, de 72 anos, e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. A aeronave foi localizada na terça-feira, 22, por volta das 12h.
Terreno difícil atrasou o resgate
Facões e motosserras abriram caminho até os destroços em meio ao relevo irregular. Sem sinal de rádio ou celular na área, os socorristas recorreram a telefones satelitais para organizar as buscas.
As equipes ainda precisavam percorrer quilômetros de solo instável até o ponto de impacto, o que tornou o deslocamento terrestre ainda mais lento. Depois de percorrer o trecho a pé, os socorristas localizaram os primeiros vestígios do helicóptero, sendo possível confirmar a morte dos tripulantes somente na terça-feira, 22.
Um projeto interrompido no meio do caminho
Os contratos para construir o complexo de estúdios não foram assinados, e o circuito de shows planejado para os próximos meses ficou sem seu principal articulador. A proposta de Rick combinava sua experiência nos palcos com uma visão de negócios voltada à descoberta de novos talentos na Serra Catarinense.
Os prefeitos que já haviam sinalizado apoio ao projeto agora acompanham o desfecho de uma parceria que nunca saiu do papel.










