A Praia de Itaipuaçu, em Maricá, no Rio de Janeiro, chama atenção pela paisagem, com uma extensa faixa de areia, a Serra da Tiririca ao fundo e um mar que, de longe, pode parecer calmo e convidativo. A aparência, porém, esconde condições que exigem atenção dos banhistas.
O risco aumenta poucos metros depois da faixa de areia. Em determinados pontos, o leito marinho apresenta uma queda brusca de profundidade, fazendo com que o banhista passe rapidamente de uma área rasa para águas mais profundas.
Essa característica pode favorecer a formação de correntes de retorno, capazes de levar uma pessoa para longe da margem. A situação representa um risco até para quem sabe nadar, já que o esforço para voltar diretamente contra a corrente pode aumentar o cansaço e dificultar o retorno à areia.
Correntes de retorno preocupam
As correntes de retorno são fluxos de água que se deslocam em direção ao mar e podem afastar o banhista da faixa de areia. Quando alguém é levado pela corrente, tentar nadar diretamente contra o fluxo pode não ser a melhor estratégia.
Em condições de ressaca, o cenário fica ainda mais complicado. As ondas passam a quebrar com maior força, aumentando a dificuldade para quem está dentro da água e tornando o banho de mar mais arriscado.
Em 2023, Maricá registrou 425 resgates em praias, número que já superava o total contabilizado no ano anterior. Itaipuaçu apresentou a maior incidência de resgates entre as praias do município. No mesmo ano, cinco pessoas morreram afogadas nas praias de Maricá.
Como evitar acidentes
Apesar dos riscos, Itaipuaçu continua sendo procurada por moradores e visitantes. A beleza da praia, no entanto, não deve fazer o banhista ignorar as condições do mar antes de entrar na água.
Observar a sinalização das bandeiras e evitar o banho durante períodos de ressaca são medidas importantes. Também é necessário respeitar as orientações dos guarda-vidas e evitar entrar no mar quando as condições estiverem desfavoráveis.
Em caso de ser levado por uma corrente de retorno, a orientação geral é evitar o confronto direto com o fluxo e buscar sair da corrente antes de tentar retornar à praia. Conhecer as condições do local e reconhecer os sinais de perigo pode reduzir o risco de acidentes.










