A quinta geração do Hyundai Tucson abandonou o desenho anguloso e ganhou uma carroceria mais quadrada, 60 mm mais longa e 40 mm mais larga. O entre-eixos cresceu 30 mm, para 2.785 mm, o que amplia o espaço para os passageiros traseiros.
Revelado primeiro na Coreia do Sul, o SUV na versão 2027 passa a mirar diretamente o Toyota RAV4 e o Honda CR-V como concorrentes no segmento médio. O ganho de tamanho beneficia famílias que viajam com crianças pequenas ou levam mais gente no banco traseiro no dia a dia.
Mais espaço para pernas e cabeça
Com o teto mais alto e plano, o Tucson ganhou 29 mm extras de espaço para a cabeça na segunda fileira. As portas traseiras agora abrem 10 graus a mais, o que facilita instalar cadeirinhas, acomodar adultos e entrar e sair do carro em garagens ou vagas apertadas.
A Hyundai ainda não divulgou a capacidade do porta-malas, o peso final nem as dimensões completas das versões vendidas fora da Coreia. Sem esses números, fica difícil saber quanto do crescimento externo se converterá em espaço real para bagagem ou afetará o consumo de combustível.
Motor híbrido sobe para 245 cv
No mercado coreano, o conjunto híbrido convencional, com motor 1.6 turbo, passou de 235 cv para 245 cv. Esse reforço ajuda a compensar o peso extra da carroceria maior, mas a marca ainda não confirmou o torque combinado, o consumo homologado nem a massa das versões internacionais.
Já a versão híbrida leve avançou de 180 cv para 193 cv, mas perdeu o câmbio de dupla embreagem com sete marchas. Em seu lugar, entrou um automático convencional de oito velocidades. A troca deve deixar a condução mais suave no trânsito das cidades grandes.
Uma variante híbrida plug-in também está prevista, embora sem detalhes sobre bateria, autonomia elétrica ou tempo de recarga até agora. Também não há confirmação de que os motores coreanos substituirão o atual 2.5 aspirado usado nos Estados Unidos, nem se chegarão à Europa nesse formato.
Tecnologia ajuda a estacionar o SUV maior
Para lidar com a carroceria mais larga, a Hyundai apostou no sistema Memory Reverse Assist, um avanço em relação ao assistente remoto já existente. A função grava o caminho percorrido ao entrar numa vaga apertada e repete o trajeto de forma automática na hora de sair, comandando a direção sozinha.
O pacote de recursos ainda inclui câmera de 360 graus com Ground View e um sistema que reduz a força do motor quando percebe que o motorista pisou errado no acelerador em baixa velocidade. Dentro do carro, a multimídia Pleos ocupa uma tela em formato de tablet, ao lado de um painel digital independente e portas USB de até 100 W.
Visual mais robusto e futuro incerto no Brasil
A nova identidade visual, batizada de Art of Steel, deu ao Tucson linhas retas e uma aparência que lembra o conceito Crater da marca. A versão XRT reforça esse estilo com grade própria, molduras nos para-lamas e proteção inferior, para criar um visual mais robusto diante dos concorrentes diretos.
Antes de desembarcar em outros mercados, o modelo ainda precisa passar por apresentações específicas fora da Coreia. A nova geração do Tucson segue sem confirmação de comercialização no Brasil, e não há prazo, versões, motorização ou preço definidos por aqui.
Enquanto a Hyundai não revela consumo, segurança homologada e valores de venda, o SUV mostrou até agora ganhos concretos em potência e espaço interno. Esses ganhos ainda precisam ser confirmados fora da Coreia para pesar de fato na disputa com RAV4 e CR-V.










