Um rapaz de 22 anos da Bélgica construiu uma casa modular de 50 m² no quintal do avô, de 77 anos, para acompanhá-lo e ajudá-lo nos cuidados diários. Mike trabalha com a fabricação de estruturas pré-fabricadas e usou essa experiência para montar a moradia ao lado da casa principal.
O avô, Eric Vancauwenberghe, enfrentava dificuldades crescentes para se locomover depois que uma lesão na perna não cicatrizou adequadamente. Problemas de circulação pioraram o quadro e o impediram de dirigir ou caminhar com facilidade. Feridas crônicas nos membros inferiores costumam causar esse tipo de limitação.
A rotina antes da mudança
Até a construção da estrutura modular, a família percorria cerca de 20 quilômetros por dia para tratar os ferimentos do idoso e fazer compras básicas. Por causa disso, precisava reorganizar a própria rotina em função dos cuidados.
A solidão se somava às dificuldades físicas: o idoso vivia sozinho desde que ficou viúvo. Entre pessoas idosas, o isolamento social é um fator de risco conhecido para o agravamento de problemas de saúde, sobretudo quando combinado à perda de mobilidade.
Convivência dividida em tarefas simples
A casa pequena no jardim permitiu que o neto estivesse por perto sem invadir a privacidade do avô, mantendo dois espaços separados no mesmo terreno. Os dois passaram a preparar as refeições juntos, alternando quem cozinha a cada dia. Os afazeres domésticos também foram divididos entre eles.
Se a saúde do idoso piorar, a proximidade entre as duas construções permitirá que Mike ofereça assistência integral. Um alarme de pulso se tornou o principal recurso de segurança, permitindo que o aposentado acione o neto a qualquer momento em caso de emergência.
O arranjo devolveu a Eric o ânimo que ele havia perdido após a viuvez e a perda de mobilidade. Mike afirma que pretende manter a convivência enquanto o avô precisar de companhia por perto, sem data definida para o fim do acordo entre os dois.








