Os restos mortais do segundo-tenente Joseph Leroy Burke voltaram a Troy, no estado de Nova York, 84 anos depois de ele partir para a guerra. O caixão chegou à cidade em 1º de maio de 2026, após os restos do militar serem identificados mais de oito décadas depois de sua morte.
Burke foi capturado pelos japoneses nas Filipinas e permaneceu como prisioneiro de guerra por mais de dois anos. Em janeiro de 1945, ele morreu quando forças americanas atacaram por engano o navio-prisão que o transportava para o Japão.
Identificação após décadas
Após a morte, os restos de Burke permaneceram sem identificação por décadas. Ele foi sepultado junto com outras 431 vítimas não identificadas em um cemitério militar no Havaí.
A identificação ocorreu em 2025, quando a Defense POW/MIA Accounting Agency conseguiu confirmar a identidade do militar por meio de análise de DNA. O material genético utilizado na investigação foi fornecido pelo filho da irmã de Burke.
Depois da confirmação, a família decidiu levar os restos mortais para Troy, cidade onde Burke cresceu, estudou e aprendeu a voar antes de partir para a guerra.
O tenente-coronel Michael Squires atuou como oficial de assistência aos familiares e ajudou a coordenar o transporte dos restos mortais até Nova York.
Retorno para a família
O caixão chegou ao aeroporto de Albany às 16h35, a bordo de um voo da Southwest Airlines. Dez integrantes de uma unidade militar de honra aguardavam a chegada.
Três soldados entraram inicialmente no compartimento de carga para retirar a caixa que transportava os restos mortais. Depois, outros sete militares, usando uniformes de gala, conduziram o caixão em formação solene até o carro funerário.
Durante o procedimento, os soldados mantiveram visíveis as placas de identificação de Burke e garantiram que a bandeira sobre o caixão permanecesse devidamente fixada.
John Burke, sobrinho de Joseph e porta-voz da família, acompanhou a chegada. O momento marcou o retorno do militar à cidade onde passou parte da vida e permitiu que seus familiares recebessem seus restos mortais mais de 80 anos após sua morte.
A família permaneceu sem uma despedida formal por décadas. Agora, o retorno a Troy encerra uma espera iniciada durante a Segunda Guerra Mundial.










