O Arcfox T5 chega ao Brasil em 11 de novembro com motor de 252 cv e 32,6 kgfm de torque. O SUV elétrico é o segundo produto da divisão Arcfox a desembarcar no país, depois da estreia do hatch T1. O SUV mede 4,76 m de comprimento, 1,94 m de largura e 1,65 m de altura, com entre-eixos de 2,85 m.
As dimensões são equivalentes às de um Jeep Commander, com 6 cm a mais de distância entre os eixos. Esse porte coloca o modelo numa faixa superior do segmento de SUVs eletrificados, mirando rivais diretos como o Geely EX5 e o Leapmotor C10.
Autonomia e desempenho do novo SUV
A bateria tem 64,8 kWh de capacidade e promete até 660 km de autonomia no ciclo chinês CLTC, número que deve cair para algo próximo de 400 km quando o Inmetro homologar o carro para as condições brasileiras. A marca informa que o conjunto leva o SUV de 0 a 100 km/h em cerca de 7,5 segundos.
Por dentro, o painel digital de 8,9 polegadas divide espaço com uma tela central de 15,8 polegadas, além de teto panorâmico de vidro e carregador de celular sem fio. Os bancos dianteiros contam com ventilação, aquecimento e massagem tanto para quem dirige quanto para o passageiro.
Tecnologia e equipamentos de série
No mercado chinês, o Arcfox T5 já sai de fábrica com câmeras de visão 360 graus e um pacote de assistências semiautônomas à condução. A BAIC ainda não definiu quais desses recursos vão equipar as unidades vendidas no Brasil.
Um plano de expansão da marca prevê dez lançamentos no país até o fim de 2028. O híbrido BAIC B30 deve chegar no primeiro trimestre do próximo ano, seguido pelo B60, já confirmado. A linha BAIC vai se concentrar em SUVs híbridos, enquanto a Arcfox fica responsável pelos elétricos puros no portfólio da fabricante chinesa.
Já a Stelato, voltada a segmentos premium, tem chegada prevista para 2028. As três marcas vão dividir a mesma rede de concessionárias no Brasil.
O que significa o T5 competir “acima” do T1 no mercado
Com 6 centímetros a mais de entre-eixos e dimensões próximas às do Jeep Commander, o T5 não disputa clientes com seu antecessor hatch T1. Os modelos apontam para compradores diferentes: enquanto o T1 busca quem quer um elétrico acessível e compacto.
O T5 almeja famílias que precisam de mais espaço interno e estão dispostas a gastar mais. A divisão permite à BAIC conquistar faixas de renda mais altas sem canibalizar as vendas do modelo anterior.










