Ayrton Senna transformou uma propriedade de 10,5 mil metros quadrados na Quinta do Lago, no Algarve, em Portugal, em seu refúgio europeu nos últimos anos de vida. O tricampeão mundial de Fórmula 1 dividiu a casa com a namorada, Adriane Galisteu, e trocou a vida itinerante de hotéis por uma residência fixa durante as temporadas do automobilismo na Europa.
O que começou como um imóvel de uso sazonal virou lar permanente no continente. Segundo a McLaren, a região oferecia parte da tranquilidade que Senna apreciava: campos de golfe, piscinas e lagos privados ajudavam a preservar a privacidade do piloto.
Estrutura da residência
A casa principal tinha seis quartos e sete banheiros, além de sala de estar, cozinha, sala de TV e sala de jogos. Jardins amplos e áreas sociais espaçosas cercavam a construção, segundo registros imobiliários consultados quando a propriedade foi colocada no mercado.
Uma residência separada para hóspedes somava três suítes completas, com sala própria e cozinha, e praticamente dobrava a capacidade de receber visitantes. A piscina era aquecida por painéis solares, tecnologia pouco comum nos imóveis da região para a época.
O terreno também tinha um campo de golfe particular, quadra de tênis e campo de futebol, que ocupavam o espaço restante dos 10,5 mil metros quadrados.
Destino da propriedade após 1994
Senna permaneceu na mansão até sua morte em 1994, durante o Grande Prêmio de San Marino em Ímola. A propriedade foi colocada à venda em 2011 por um valor de 9,5 milhões de euros e permaneceu cerca de quatro anos sem comprador, até ser adquirida por uma família.
A família que adquiriu o imóvel mantém a residência afastada de qualquer vínculo público com o piloto. Hoje, nenhum traço de Senna permanece no local, embora a mansão continue ligada à memória dos anos em que o tricampeão buscou refúgio longe das pistas.










