Em 2017, Samyla Menas, de 24 anos, passou a produzir e vender trufas de chocolate nas ruas de Colatina, no Espírito Santo, com o objetivo de juntar dinheiro para entrar na faculdade. Todos os dias, ela estabelecia a meta de vender pelo menos 20 unidades para conseguir pagar os estudos.
De origem humilde, a jovem pretendia ser a primeira pessoa da família a ingressar no ensino superior. Ela já havia escolhido a carreira que desejava seguir e queria cursar Direito para se tornar advogada.
“Eu sempre quis trabalhar em algo que pudesse ajudar alguém. Eu escolhi o Direito porque hoje o mundo está tão injusto, sabe? Está precisando de pessoas que lutem e que possam defender quem precisa. É isso que eu quero, poder ajudar”, contou Samyla na época.
Produção e venda das trufas
Nenhum familiar de Samyla havia cursado o ensino superior. Segundo ela, a situação dificultava até mesmo encontrar apoio para seguir o objetivo de entrar na faculdade.
“Eu sempre quis entrar na faculdade, mas a minha família nunca teve condições de pagar. Até então, ninguém conseguiu ingressar em uma instituição de ensino superior, e acho que por isso não souberam como me motivar também. Sempre ficava frustrada pensando que nunca ia conseguir”, relembrou.
O pastor Marco Antônio contou à jovem a história de uma pessoa que conseguiu pagar a faculdade vendendo doces. O relato fez Samyla retomar o plano de estudar. Ela então pediu ajuda à irmã e as duas começaram a produzir as trufas.
“Vimos que estava ficando bom, então pensei em colocar a placa e ir pra rua, porque o vestibular já é no segundo semestre e eu não teria dinheiro para pagar”, explicou.
Cada trufa era vendida por R$ 3. Segundo Samyla, alcançar a meta de 20 unidades por dia permitiria reunir o dinheiro necessário ao longo do mês.
Meta era chegar à faculdade
Naquele período, Samyla saía diariamente de casa para tentar alcançar a meta estabelecida. O trabalho nas ruas se tornou uma alternativa para juntar o dinheiro necessário enquanto se preparava para o vestibular.
A jovem encarava a venda das trufas como uma forma de transformar o próprio esforço em uma oportunidade de estudar. O objetivo era conquistar uma vaga na faculdade de Direito e se tornar a primeira pessoa da família a chegar ao ensino superior.










