O técnico da Seleção Portuguesa, Jorge Jesus, disse a jornalistas, na saída de casa, nesta quarta-feira, 7, que já havia lido o texto publicado pelo atacante Cristiano Ronaldo. No entanto, o treinador não entrou no jogo de acusações aberto pelo jogador e afirmou que seguiria sua rotina: ir à federação, pensar na equipe e preparar os próximos compromissos.
A declaração contrasta com o teor da carta que Cristiano Ronaldo divulgou um dia antes, na última terça-feira, 6. No documento, CR7 expõe os bastidores da briga que o levou a deixar a concentração da seleção antes do fim dos trabalhos.
O relato de Cristiano Ronaldo sobre o episódio
Segundo a versão divulgada pelo próprio jogador, o atrito nasceu de uma promessa não cumprida. Ele alega que Jesus havia garantido que entraria em campo por cerca de 30 minutos no duelo contra a Noruega, válido pela Liga das Nações, vencido por 2 a 1.
Mesmo com a mudança de plano, Cristiano Ronaldo afirma ter aceitado aquecer somente depois do intervalo. Ainda assim, ficou no banco até o apito final, e segundo o jogador, esse episódio rompeu a confiança no comandante português.
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Segundo o relato, teria surgido um entendimento com oito pontos para esclarecimento público. Um desses pontos envolveria o reconhecimento, por parte do treinador, de que errou ao mandar aquecer um atleta do calibre de Pelé ou Maradona sem depois colocá-lo em campo. A frase já havia sido usada pelo próprio comandante para justificar a escolha de deixá-lo no banco.
Alternância entre jogos e saída da concentração
Ainda de acordo com o texto, Jesus havia proposto um esquema de alternância entre jogos e descanso para dosar o desgaste físico do jogador ao longo da temporada. A ideia esbarrou na recusa do astro em ficar de fora dos jogos contra Noruega e Dinamarca, já que exerce o papel de capitão da equipe.
Segundo Cristiano Ronaldo, o clima piorou durante a entrevista concedida antes da partida com os dinamarqueses. Horas depois, o jogador decidiu deixar a concentração, apesar de uma tentativa de convencê-lo a permanecer com o grupo.
Na carta, o atleta afirma que vai aceitar uma eventual sanção da Federação Portuguesa de Futebol. Também garante que pretende continuar à disposição da seleção depois de cumprir a suspensão, desde que esteja em ritmo de jogo pelo clube.










