O Santa Cruz assinou o contrato que oficializa sua nova Sociedade Anônima de Futebol (SAF), com o Grupo Matix assumindo como investidor. Falta ainda percorrer etapas formais dentro do processo de Recuperação Judicial, mas o presidente Bruno Rodrigues garantiu que o negócio já tem caminho definido.
O dirigente anunciou em entrevista ao podcast Futebol Diário do Diario de Pernambuco que R$ 11 milhões serão aplicados de forma inicial na equipe pernambucana. Desse total, R$ 6 milhões ficam reservados para acertar pendências com o elenco atual, e R$ 5 milhões vão custear uma reforma urgente no Arruda.
Como o negócio foi fechado
Entre as alternativas de mercado avaliadas pela diretoria, a proposta do Grupo Matix acabou sendo a escolhida. Segundo Bruno Rodrigues, o grupo comprou as operações da Cobra Coral S.A., que antes respondia pelos investimentos na SAF do time Coral.
O Conselho Deliberativo se reunirá nesta quinta-feira (10) para ratificar o acordo. Não haverá nova votação sobre a criação da SAF, já que essa decisão já havia sido tomada em momento anterior, conforme o presidente. A apresentação oficial à imprensa está marcada para sexta-feira (11), reunindo Thairo Arruda (indicado a CEO da SAF), Danilo Caixeiro e investidores internacionais.
O que muda nas dívidas do clube
As obrigações financeiras ligadas à Recuperação Judicial passam a ser responsabilidade da nova SAF. Entre outubro e novembro, a diretoria pretende reunir uma Assembleia Geral de Credores para expor um plano de quitação dos débitos.
Ainda será preciso conseguir aval da maioria dos credores para validar essa etapa. Na sequência, ocorre o leilão da Unidade Produtiva Isolada (UPI), previsto para acontecer neste ano — mesmo com o acordo. Já fechado com o Grupo Matix, outros interessados podem apresentar propostas concorrentes, embora o dirigente veja essa possibilidade como pouco provável.
Reforma do Arruda tem prazo estimado
Desde julho de 2025 sem receber partidas, o estádio segue fora de uso enquanto o time manda seus jogos na Arena Pernambuco. A meta da diretoria é reabrir o Arruda para o Campeonato Pernambucano de 2027, ainda que com capacidade reduzida.
Bruno Rodrigues estima liberação para um público entre 25 mil e 30 mil torcedores, número que depende das vistorias do Corpo de Bombeiros e da regularização de documentos pendentes. O investimento na obra faz parte do mesmo pacote de R$ 11 milhões anunciado pela nova gestão.
A retomada esportiva também acompanha o momento financeiro: depois de anos afastado das principais divisões, o time Coral voltou à Série C em 2026. E avançou entre os oito melhores da primeira fase, seguindo agora no quadrangular decisivo da competição.










