A Sorvebom, fabricante de sorvetes nascida em Lajeado, no interior do Rio Grande do Sul, quer chegar a 100 unidades no estado até 2030. Para alcançar a meta, a empresa aposta no sistema de franquias. A rede abriu a loja mais recente em São Gabriel, em 5 de setembro, e soma pontos em Tramandaí e Capão da Canoa.
Para viabilizar a expansão, a empresa precisou repensar como levar o catálogo ao consumidor final. A Sorvebom nasceu como uma operação de varejo direto e, com o tempo, passou a enfrentar um obstáculo comum no setor de sorvetes: distribuir uma linha extensa para pontos de venda espalhados pelo estado.
Um catálogo Grande demais para o varejo comum
O mix da marca reúne 154 itens entre sorvetes, picolés e açaí, um volume difícil de encaixar nas gôndolas tradicionais. Foi esse gargalo logístico que levou a empresa a apostar nas franquias como estratégia para crescer sem perder a variedade que sustenta a marca desde Lajeado.
Martin Eckhardt, fundador e proprietário, disse ao Grupo A Hora que o formato de franquia resolve esse impasse. Segundo ele, as lojas da rede permitem reunir o portfólio completo em um único endereço, com preços mais competitivos e venda direta ao público, sem depender da capacidade de estoque de mercados e pontos comerciais menores.
Como funciona o modelo em cada unidade
Cada franquia abriga sorvetes, picolés, açaí e ainda um pequeno buffet de sorvetes, conforme informou Martin Eckhardt. A ideia é que o cliente encontre praticamente tudo o que a fábrica produz num só lugar, sem a limitação de sortimento que normalmente existe em revendas parceiras.
Esse conceito sustenta a meta de multiplicar a presença da marca no Rio Grande do Sul, dobrando-a, triplicando-a ou ampliando-a ainda mais. Com unidades já ativas no litoral e na região de São Gabriel, a rede indica que pretende ocupar novas praças no estado nos próximos anos.
A meta de 100 lojas até 2030 representa a passagem de uma companhia que começou pequena, com venda direta, para um negócio estruturado em franquias. O modelo testado nas últimas aberturas deve orientar os próximos passos da expansão no Rio Grande do Sul.










