Havan e Magazine Luiza têm origens parecidas: ambas nasceram como pequenos negócios no interior do país e cresceram até se tornar duas das maiores redes do varejo brasileiro. Os caminhos que cada uma escolheu para chegar lá, porém, foram bem diferentes.
A Havan foi fundada em 1986 por Luciano Hang em Brusque, Santa Catarina. A primeira loja tinha 45 metros quadrados e um único funcionário. Da escala mínima, a rede construiu um modelo reconhecível: megalojas com fachadas que remetem à arquitetura clássica e réplicas da Estátua da Liberdade espalhadas pelo país.
A expansão da Havan
A identidade visual forte ajudou a consolidar a marca mesmo antes de Hang se tornar o rosto público da empresa. Isso aconteceu a partir de 2018, quando ele deixou os bastidores para ocupar o centro das campanhas publicitárias.
Em 2025, a Havan faturou R$ 18,5 bilhões, alta de 16% em relação ao ano anterior. A rede também diversificou sua presença nas redes sociais após enfrentar bloqueios em plataformas como Twitter e Facebook, ampliando a atuação em outros canais digitais.
A trajetória do Magazine Luiza
A história do Magalu começou em 1957, quando o casal Pelegrino e Luiza Trajano Donato comprou uma pequena loja de presentes em Franca, São Paulo, chamada “A Cristaleira”. Um concurso de rádio deu à loja o nome que carrega até hoje.
A virada estratégica veio na década de 1990, com Luiza Helena Trajano à frente da expansão. A empresa foi pioneira ao criar as chamadas “lojas virtuais”, em que os clientes faziam compras por terminais eletrônicos numa época em que a internet ainda era acessível a poucos.
Desde 2016, Frederico Trajano, filho de Luiza Helena, comanda a operação. Em 2023, a rede tinha 1.286 lojas no Brasil, mostrando que a aposta no digital não eliminou a importância das unidades físicas.
Uma empresa cresceu pela força do visual e da presença do fundador. A outra apostou em antecipar mudanças tecnológicas. As duas viraram referência no varejo nacional.










