Sam Hunt, enfermeiro de sala de operações que trabalha em Charleston, na Carolina do Sul (Estados Unidos0 revelou ao Dailymail as 10 cirurgias que mais o assustam após dois anos acompanhando pacientes antes. Durante e depois dos procedimentos e da recuperação. Com base nessa experiência, ele classificou operações que vão da remoção de amígdalas a intervenções complexas no cérebro, no coração e no sistema digestivo.
A avaliação reflete suas observações pessoais, não uma recomendação sobre quais cirurgias os pacientes devem fazer. A recuperação varia entre os indivíduos, e algumas operações com nomes mais dramáticos ficaram fora da lista, enquanto dois procedimentos inesperados ocuparam as primeiras posições.
As operações mais temidas
A hemorroidectomia — remoção cirúrgica de hemorroidas — ficou em segundo lugar, à frente de cirurgias no cérebro, no coração e na coluna vertebral. Para Hunt, a cirurgia em si não é problemática, mas a recuperação é difícil porque ocorre em uma área por onde as fezes passam constantemente.
Já o procedimento de Whipple, uma operação complexa que envolve vários órgãos do sistema digestivo, ficou em primeiro lugar e é o que ele menos gostaria de enfrentar. A tonsilectomia ficou em décimo lugar, e embora pareça simples, a recuperação em adultos pode ser difícil, com dor intensa na garganta, dificuldade para engolir e o incômodo da cirurgia. Adultos precisam desse procedimento para tratar inflamação recorrente ou apneia obstrutiva do sono.
Lesões que alteram a vida
O reparo do tendão de Aquiles ocupa a nona posição. Esse tendão é essencial para caminhar e correr, e para Hunt, quem acompanha esportes sabe que essa é a lesão mais difícil de recuperar. O tratamento exige semanas de mobilidade reduzida e um longo período de reabilitação.
Mesmo após a reabilitação, o paciente provavelmente nunca voltará ao mesmo nível físico, segundo Hunt. A amputação de membro ficou em sétimo lugar, e além da transformação física, o procedimento tem impacto mental profundo. O paciente precisa aprender novas formas de realizar atividades do dia a dia e, em muitos casos, adaptar-se a um membro protético. A reabilitação é longa e exige uma reorganização completa da vida cotidiana.
Cirurgias do cérebro, coração e digestão
Uma craniotomia ocupa a oitava posição, e durante o procedimento, os cirurgiões removem temporariamente parte do crânio para acessar o cérebro. Mesmo com a sofisticação da medicina moderna, Hunt não gostaria que alguém mexesse em seu cérebro.
O desbridamento de queimaduras fica em sexto lugar, e o procedimento remove tecido danificado ou morto das feridas e pode exigir várias cirurgias. Uma queimadura grave que atinge todo o corpo demanda várias intervenções cirúrgicas e cuidados intensivos com as feridas.
A ressecção aberta de intestino ocupa a quinta posição, e o procedimento exige abrir o abdômen para remover partes danificadas ou doentes do intestino. Para Hunt, usar os músculos abdominais para se mover depois da cirurgia será muito difícil.










