Em 2021, um apostador ganhou R$ 162,6 milhões na Mega da Virada de 2020, mas nunca apareceu para retirar o dinheiro. O prazo para resgate expirou em 31 de março daquele ano, e a fortuna seguiu para o Fundo de Financiamento do Ensino Superior (FIES).
O sorteio do concurso 2.330 foi realizado em 31 de dezembro de 2020 e distribuiu R$ 325,2 milhões entre dois bilhetes que acertaram as seis dezenas: 17, 20, 22, 35, 41 e 42.
Cada vencedor teria direito a R$ 162.625.108,22, mas apenas um deles se apresentou para reivindicar a quantia.
O ganhador que não apareceu na Mega da Virada
O apostador que retirou o prêmio fez a aposta em uma lotérica física de Aracaju, em Sergipe.
O outro ganhador, residente em São Paulo, fez a aposta pelo canal eletrônico da Caixa Econômica Federal e não apareceu para reivindicar o prêmio. A Caixa estabelece um limite de 90 dias após o sorteio para que os ganhadores reivindiquem seus prêmios.
Passado esse prazo, o valor não resgatado é repassado ao FIES. O Procon-SP notificou a Caixa argumentando que apostas eletrônicas exigem cadastro e cartão de crédito, o que, segundo o órgão, deveria permitir a identificação do vencedor.
A resposta da Caixa e os passos seguintes
A Caixa respondeu ao Procon que não grava o cadastro do sistema on-line junto com as apostas. Segundo a instituição, elas são independentes e invioláveis para proteger o apostador.
Diante dessa resposta, o Procon-SP avaliava medidas judiciais contra a instituição para que ela mudasse seus procedimentos sobre apostas realizadas pela internet.
Perder prêmios em loterias por falta de resgate não é raro. Em 2020, R$ 311,9 milhões em prêmios ficaram sem resgate em diversas modalidades da Caixa, entre elas Mega-Sena, Lotofácil, Quina, Lotomania, Timemania, Dupla Sena, Loteca, Lotogol e Federal.
Considerando os cinco anos anteriores a 2021, o total de recursos não retirados havia alcançado R$ 1,62 bilhão.










