Uma empresária de Jataí, no sudoeste de Goiás, deixou a própria recepção de casamento no domingo 30 de outubro de 2022 para cumprir uma obrigação eleitoral antes de dormir. Alzenice Rocha chegou à seção eleitoral ainda com o vestido de noiva, chamando a atenção de quem estava no local.
O temor de perder o horário do pleito foi o que motivou a decisão. Segundo ela, se fechasse os olhos para descansar depois da celebração, corria o risco de não acordar a tempo de exercer o direito de escolher seus candidatos.
Da pista de dança direto para a urna
A cerimônia começou na noite de 29 de outubro de 2022, às 18h30, e só terminou na manhã seguinte. Foi nesse intervalo entre o fim da festa e o início do descanso que a noiva decidiu sair ainda trajada de branco.
De acordo com ela, a ida surgiu como uma brincadeira que se concretizou: ela havia dito que, se alguém tivesse coragem de levá-la para votar de vestido de noiva, iria. A decisão foi tomada ainda no clima da comemoração e concretizou-se de última hora.
No trajeto, a recém-casada levou consigo o cerimonialista e as damas de honra, formando um cortejo inesperado dentro do prédio eleitoral. Ao chegar à zona de votação, arrebatou todos os olhares: as pessoas ficaram encantadas com a cena.
O significado dado ao gesto
Para Alzenice, cumprir a etapa carregava um peso simbólico maior do que apenas uma formalidade. Ela relacionou o momento ao valor que atribuía à cidadania, tratando a escolha de representantes como um direito do qual não abriria mão nem no dia do próprio casamento. Conforme informou, queria fazer algo que marcasse a história de seu casamento de princesa.
O noivo, segundo ela, não teve a mesma disposição e preferiu seguir direto para casa assim que a festa acabou. O episódio rendeu risadas e surpresa entre quem acompanhou a cena na manhã daquele domingo. Depois de garantir a participação no processo, a noiva finalmente foi para casa descansar, encerrando uma madrugada que misturou celebração e compromisso cívico.










