O cineasta Walter Salles, diretor de Ainda Estou Aqui, figura entre os maiores patrimônios do país, somando US$ 4,5 bilhões, cifra próxima a R$ 26 bilhões. Essa quantia o coloca na 12ª posição do ranking nacional e no terceiro posto entre os diretores de cinema mais abastados do planeta, superado apenas por Steven Spielberg e George Lucas.
Essa fortuna, porém, não vem do cinema. Grande parte dela vem de empreendimentos que a família Moreira Salles construiu geração após geração, com presença nos ramos financeiro, mineral, agrícola e industrial.
Os primeiros passos da fortuna familiar
Tudo começou em 1918, quando João Moreira Salles, avô do diretor, abriu um comércio em Poços de Caldas, em Minas Gerais. O comércio logo se expandiu para atividades financeiras e passou a atuar como correspondente bancário, dando origem ao Banco Moreira Salles, fundado formalmente em 1940.
Walther Moreira Salles, pai de Walter, deu novo impulso aos negócios familiares. Como banqueiro e diplomata que serviu como embaixador brasileiro nos Estados Unidos, ele abriu caminhos políticos e comerciais que permitiram à família diversificar os investimentos em vários setores.
Mineração, finanças e agronegócio hoje
Entre os principais negócios da família está a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), produtora de nióbio, um mineral-chave na fabricação de aços especiais com vasta aplicação industrial. A participação da família na empresa chega a aproximadamente 70%.
O Itaú Unibanco, nascido da fusão entre Itaú e Unibanco em 2008, é outra frente essencial. No portfólio da família também está a Cambuhy Agrícola, voltada ao cultivo de laranja e cana-de-açúcar, somada a participações na Alpargatas, companhia por trás da marca Havaianas.
Os irmãos também na lista dos mais ricos
Walter aparece na lista dos brasileiros mais ricos ao lado dos irmãos Fernando, Pedro e João Moreira Salles, que também figuram em levantamentos de riqueza. Fernando acumula patrimônio estimado em US$ 6,5 bilhões, enquanto Pedro soma US$ 6,1 bilhões, ambos ligados a participações diversas no grupo familiar.
O patrimônio de Walter caiu de US$ 5,3 bilhões em 2024 para US$ 4,5 bilhões em 2025. De acordo com o levantamento da Forbes de abril de 2025, essa queda pode estar ligada tanto a oscilações no valor dos ativos da família quanto à perda de valor do real frente à moeda norte-americana.










