O técnico Carlo Ancelotti identificou um problema estrutural na Seleção Brasileira: a falta de meios-campistas preparados para o nível internacional. Em entrevista dada ao CNN Esportes S/A, no último domingo, 13, o treinador italiano disse que essa deficiência precisa ser resolvida nos próximos anos.
A preocupação apareceu na primeira convocação de Ancelotti após a Copa do Mundo, quando o técnico chamou dois estreantes na posição: Breno Bidon, do Corinthians, e Gabriel Bontempo, do Santos. A convocação faz parte da busca por alternativas para a carência apontada pelo treinador.
“Nesse momento, eu posso dizer: há carência de meio-campistas. Há carência de meio-campistas, e a CBF espera que, nos próximos quatro anos, o futebol brasileiro possa produzir meio-campistas”, disse Ancelotti.
A falta de meios-campistas e a renovação
De acordo com Ancelotti, falta ao Brasil um meio-campo preparado para o nível internacional. Casemiro, um dos pilares da Seleção e ex-capitão da equipe, não fará parte desse novo processo.
O treinador vê a solução não apenas nas convocações imediatas, mas também em um trabalho de longo prazo com as categorias de base. Ancelotti disse que as seleções sub-17 e sub-20 têm muitos jogadores de qualidade, o que oferece uma alternativa para o futuro.
“O que eu noto, olhando para os jogos da sub-17 e da sub-20, é que há muita qualidade na base. O Brasil tem muita qualidade e é óbvio, como disse, que nem sempre a exigência do clube é a mesma da CBF. Por isso, temos que olhar com muita atenção para os jovens que temos. Se jogadores importantes para nós não estiverem jogando, temos que chamá-los e colocá-los para jogar”, completou o italiano.
Integração com as categorias de base
Ancelotti também defendeu mais atenção aos jogadores jovens. Segundo ele, a exigência tática dos clubes nem sempre coincide com as demandas da Seleção, o que pode esconder talentos nas competições domésticas.
Por isso, Ancelotti defende que jogadores importantes para a Seleção que deixem de atuar regularmente sejam chamados e colocados em campo para ganhar ritmo e confiança. A estratégia busca combater a carência atual e formar um elenco mais robusto para os próximos desafios internacionais.










