Liz East, moradora da Inglaterra, passou seis anos na universidade com o objetivo de se tornar advogada especializada em defesa criminal. A carreira, porém, se transformou em uma rotina exaustiva: ela trabalhava mais de 12 horas por dia, levava mais de duas horas para chegar a Londres e descreve o ambiente como “negativo e difícil”.
Aos 30 anos, depois de trabalhar como parajurista em uma carreira de alto perfil, Liz decidiu mudar de profissão. Ela deixou o curso de direito para trás e se tornou passeadora de cães. Hoje, ganha milhares a mais por mês trabalhando metade das horas que dedicava antes.
Do escritório ao parque: a mudança de rumo
A formação de Liz em Direito não terminou com os seis anos de estudo. Depois da graduação, ela ainda precisaria concluir um mestrado e o curso de prática legal para seguir na profissão. Depois de quatro anos na área, porém, percebeu que aquele não era seu caminho.
O trabalho incluía tarefas administrativas, aparições em tribunais e visitas a presídios. A pressão constante e o ambiente corporativo, porém, tornaram-se insuportáveis. A rotina também exigia participação em eventos sociais após o expediente, algo que ela considerava incompatível com seus planos de constituir família.
Liz relatou ao jornal Dailymail que às vezes trabalhava mais de 12 horas por dia e se sentia mais velha do que realmente era. Ela disse que se perguntava todos os dias se aquela seria sua vida para sempre.
A transição e o novo trabalho
Após sair da área jurídica, Liz passou seis meses em uma função de consultoria antes de decidir definitivamente abandonar os sonhos corporativos. Seu passo seguinte foi comprar uma van e começar a trabalhar em tempo parcial em um pub local enquanto construía sua clientela.
Logo, percebeu que havia alta demanda por serviços de passeio de cães na região de West Sussex. Hoje, Liz leva de 20 a 30 cães em cerca de quatro passeios por dia e cobra £14 por hora, o que resulta em ganhos de £300 a £400 por dia. Ela disse que nenhum dia é igual ao outro e que o negócio pode crescer conforme a dedicação.
A renda supera a que recebia como parajurista, embora Liz trabalhe metade das horas que dedicava antes.
Quebrando estigmas sobre a profissão
A mudança de carreira de Liz gerou opiniões divididas, e algumas pessoas presumem, de forma incorreta, que a profissão de passeadora de cães exige pouca qualificação e oferece baixa remuneração. Ela, porém, diz que seu negócio é movido pela paixão pelos animais e pela vida ao ar livre, não apenas pelo dinheiro.
Para Liz, quem escolhe esse trabalho deve querer estar ao ar livre e conviver com cães. Liz disse ao Dailymail que também critica a cultura corporativa, que impõe pressão constante para que as pessoas se esgotem no trabalho e sejam consideradas produtivas.
Liz explicou que há uma pressão corporativa segundo a qual, a menos que alguém se mate de trabalhar, não está se saindo bem e os outros acham que está relaxando. Ela afirmou que isso não é vida, porque há muito estresse e as pessoas não gostam disso.
Seu marido também trabalha como passeador de cães, compartilhando a mesma dedicação ao negócio e ao estilo de vida que escolheram.










