Aos 89 anos, o humorista Dedé Santana, um dos principais membros do grupo Os Trapalhões, possui um patrimônio que conta com imóveis de alto valor. No entanto, boa parte do dinheiro que ganhou ao longo da carreira foi se esvaindo com o passar do tempo.
O patrimônio diminuiu por uma combinação de gastos descontrolados e confiança excessiva em pessoas ao seu redor. Nos anos de sucesso na TV e no cinema, quando o dinheiro entrava sem esforço, ele vivia sem se preocupar com o amanhã e, em um único momento, adquiriu oito veículos para deixar estacionados em casa, segundo seus próprios relatos.
Em entrevistas, Dedé afirmou que ele e seus colegas de trabalho foram lesados por antigos empresários responsáveis pela gestão financeira do grupo, que deixaram de recolher os tributos devidos. Essa falha gerou um débito enorme junto à Receita Federal, que chegou perto de comprometer todo o patrimônio do grupo.
Fortuna de Dedé concentrada em imóveis
Diferentemente de Renato Aragão, que possui um patrimônio próximo de R$ 180 milhões em banco, de acordo com o próprio Dedé, ele não fez uma grande reserva financeira. Hoje, o humorista se considera de classe média e concentra seu patrimônio em propriedades. Sua mansão mais notória fica na Praia de Cabeçudas, em Itajaí, Santa Catarina, tem 27 cômodos e foi avaliada pela Justiça em cerca de R$ 3,4 milhões.
Em 2016, com dificuldades financeiras, ele tentou vender a mansão catarinense por R$ 2 milhões para comprar um imóvel no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A negociação não deu certo, e o comprador desistiu, deixando Dedé responsável por manter as duas propriedades simultaneamente. Já em maio de 2024, ele venceu uma disputa judicial para não perder a casa em Santa Catarina.
Família grande e apoio necessário
Com quatro casamentos no currículo, Dedé Santana é pai de oito filhos e viu sua estrutura familiar crescer com netos e bisnetos ao longo das décadas. Yasmim Sant’Anna, uma das filhas mais novas, segue a carreira artística como atriz.
Manter uma família tão grande exigiu muito de sua dedicação. Com o avanço da idade e o agravamento dos problemas financeiros, o custo de vida pesou. O plano de saúde do ator, por exemplo, ficou caro demais para sua realidade.
Diante disso, Renato Aragão assumiu o pagamento do convênio médico do amigo para garantir o tratamento e os cuidados necessários. Hoje, Dedé continua trabalhando, viaja pelo país com espetáculos de circo e cobra ingressos populares para manter seu padrão de vida e honrar as contas mensais.










