Uma barraca de pastéis na feira da 304 Sul, em Palmas, capital do Tocantins (TO), financia a faculdade de medicina de duas filhas. Marly Moreira Silvestre, 55 anos, paga as mensalidades integrais das duas jovens em uma instituição privada com a renda do negócio que mantém há quase 30 anos. A história foi publicada pelo portal G1.
Marly entrou no setor de alimentação em agosto de 1997, após o marido perder o emprego. O que começou como saída de emergência virou o sustento da família e, mais tarde, o caminho para a formação universitária das filhas.
As estudantes de medicina
Fernanda, 27 anos, e Tallyta, 29, cursam o quinto período de medicina. O caminho até aqui teve desvios. Tallyta começou o curso no Paraguai e voltou ao Brasil após passar em processo seletivo local. Fernanda vinha de uma graduação em psicologia e migrou para a área de saúde.
As duas dividem os horários entre as aulas na faculdade e o trabalho no balcão da feira com a mãe. A rotina pesada é parte do acordo familiar para manter os boletos em dia.
Para reduzir os custos, a família adotou uma estratégia simples. O pagamento pontual das mensalidades garante desconto de 10% no valor cobrado pela instituição. Mesmo assim, o volume de despesas exige que o negócio gere receita constante todo mês.

O negócio que banca tudo
Para dar conta das despesas, a operação cresceu. Marly produz a própria massa e oferece mais de 50 opções de recheio. Um dos carros-chefes do cardápio é o pastel de frango com guariroba, tipo de palmito de sabor amargo típico do cerrado.
Além das vendas na feira, ela fornece massa crua para outras pastelarias da região. A estratégia amplia o faturamento sem exigir expansão do ponto físico.
Fernanda e Tallyta buscam agora uma linha de financiamento estudantil para parcelar parte das mensalidades até a formatura. O objetivo é aliviar o caixa do negócio e garantir que as duas concluam o curso sem interrupção.










