O cantor Gusttavo Lima, de 37 anos, transformou os palcos em ponto de partida para negócios que hoje rendem tanto quanto os shows. Em entrevista a André Piunti, em 2025, o cantor disse administrar dez empresas, que reúnem cerca de mil funcionários.
Uma delas é voltada à venda e à distribuição de ingressos para eventos e emprega 200 pessoas. Segundo contou ao entrevistador, essa operação vendeu quatro milhões de ingressos apenas na semana anterior à conversa.
Dos palcos para o mundo corporativo
O portfólio inclui uma seguradora em Minas Gerais, um banco voltado ao crédito consignado, uma empresa de grandes eventos e a própria plataforma de ingressos. O cantor diz deixar a rotina de cada negócio a cargo de pessoas de confiança, o que lhe permite manter a agenda de shows pelo país.
Essa divisão também aparece na organização do próprio dia: Gusttavo Lima dedica metade da rotina à música e reserva a outra metade aos negócios, segundo relatou a Piunti em 2025. Parte desse portfólio mudou recentemente, e em novembro de 2025, o cantor vendeu a Balada App, sua empresa de ingressos, para a Ticketmaster Brasil, de acordo com o G1.
Investida no futebol e um processo superado
Em 2024, Gusttavo Lima entrou no futebol ao se tornar sócio majoritário do Paranavaí. Ele adquiriu 60% do clube por cerca de R$ 3 milhões. A aquisição ampliou a diversidade de setores em que o artista decidiu investir.
O cantor também enfrentou um momento delicado na Justiça: foi indiciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa pela Polícia Civil de Pernambuco, segundo o mesmo levantamento. A defesa negou qualquer irregularidade na época, e Gusttavo Lima foi posteriormente inocentado das acusações.
Fazenda, imóveis e cachês milionários
Fora do circuito empresarial, o patrimônio do sertanejo também inclui bens de alto valor. Ele e a esposa, a influenciadora digital e modelo Andressa Suita, vivem numa propriedade rural em Goiás avaliada em R$ 275 milhões. O espaço serve de refúgio para os filhos do casal, Gabriel, de 9 anos, e Samuel, de 8, e também funciona como base para parte das atividades agropecuárias da família. Além dela, o artista mantém outras fazendas, haras e imóveis de alto padrão no Brasil e no exterior.
Na música, os cachês por apresentação chegam a R$ 1,2 milhão, valor que se soma ao faturamento das dez empresas sob sua administração. A combinação entre palco e escritório ajuda a explicar o interesse do público pela vida financeira dos artistas, embora Gusttavo Lima tenha se formado em um curso distante do universo corporativo. Juliana Dracz, autora do levantamento original, é jornalista pela Universidade Católica de Brasília.
A diversificação como padrão entre artistas sertanejos
Gusttavo Lima não é exceção no mercado, e é comum que artistas sertanejos invistam em negócios fora da música, embora nem sempre nos mesmos setores. Alguns seguem a rota tradicional de investimentos em pecuária e haras; outros buscam áreas como academias, mineração, bebidas e frotas de caminhões.
A diversificação de portfólio se tornou uma estratégia reconhecida entre os sertanejos porque a música é instável. E chega um momento em que a carreira artística já não sustenta sozinha o padrão financeiro construído.










