Uma encomenda de dois mil ovos de Páscoa, de 50 gramas cada, mudou o rumo da vida de um adolescente paulistano em 1988. Alexandre Tadeu da Costa tinha 17 anos quando aceitou o pedido de uma rede de supermercados sem ter estrutura própria para produzi-lo.
Em vez de recusar a proposta, ele foi atrás de um fabricante artesanal disposto a trabalhar sob encomenda. Com o apoio de uma confeiteira local, coordenou a produção e a entrega para cumprir o prazo combinado. Esse foi o início da Cacau Show, uma das empresas mais populares do Brasil, no ramo de chocolates.
As primeiras experiências no comércio
Muito antes de fundar a marca que o tornaria conhecido, o jovem já circulava pelo universo das vendas. Aos 14 anos, ajudava a mãe, que comercializava produtos de beleza em domicílio, e ali aprendeu a lidar com clientes e organizar entregas.
Essa vivência serviu de base para reconhecer, ainda adolescente, uma oportunidade real no mercado de doces artesanais. A bagagem construída no pequeno negócio da família foi o que permitiu a ele assumir, com confiança, a encomenda que receberia poucos anos depois.
Nasce um negócio no bairro da Casa Verde
O sucesso da entrega gerou um lucro de aproximadamente R$ 500. Esse valor serviu de capital inicial para abrir o próprio empreendimento no bairro da Casa Verde, em São Paulo, em 1988, onde a Cacau Show surgiu formalmente.
Nos anos seguintes, a operação funcionou por meio de vendas terceirizadas, sem loja física, o que permitiu crescer sem exigir investimento pesado em infraestrutura logo de início.
Do balcão terceirizado às fábricas próprias
Somente em 2001 a companhia abriu seu primeiro ponto de venda físico, em Piracicaba, já com anos de experiência acumulada no mercado. Em 2006, a marca assumiu a liderança do setor no Brasil. Essa expansão se apoiou em cinco fábricas próprias e no modelo de franquias, que espalhou unidades por diferentes regiões do país sem depender exclusivamente de capital externo.
Um posicionamento que conquistou o público
A rede encontrou um espaço estratégico ao vender produtos com qualidade superior por preços mais baixos que os das marcas importadas. Essa combinação atraiu consumidores que antes não tinham acesso a esse tipo de doce fino.
O calendário comercial também virou aliado do negócio: datas como Dia das Mães e Dia dos Namorados se tornaram momentos de pico de vendas, reforçando o vínculo da marca com ocasiões especiais do consumidor brasileiro.
O tamanho do império hoje
Em 2022, a rede já somava mais de 3,7 mil lojas espalhadas pelo país. Em 2025, o faturamento chegou a R$ 9 bilhões, número que confirma a posição da empresa entre as maiores do setor no mundo.
A trajetória de Alexandre Tadeu da Costa costuma aparecer como referência em estudos de negócios e eventos sobre empreendedorismo, sobretudo pelo caminho percorrido entre a primeira encomenda artesanal e a rede nacional de franquias construída décadas depois.










