A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de lotes falsificados do Mounjaro, um dos medicamentos mais procurados pelos brasileiros nos últimos anos. A decisão, porém, não significa que todo o remédio foi proibido: a medida vale apenas para unidades específicas identificadas como irregulares.
O alerta foi feito após a fabricante Eli Lilly, responsável pelo registro do Mounjaro no Brasil, informar à agência que encontrou produtos comercializados com características diferentes das versões originais. Segundo a Anvisa, os lotes afetados não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados pelos consumidores.
Entre os produtos proibidos estão o Mounjaro de 10 mg do lote 855044 e o Mounjaro de 15 mg dos lotes D880403, MJR 257 e D854901. A agência explicou que foram encontrados problemas como números de lotes não reconhecidos pela fabricante, falhas no sistema de rastreabilidade, dispositivos de aplicação diferentes do original e erros na embalagem.
A Anvisa reforçou que os demais medicamentos Mounjaro fabricados de forma regular continuam autorizados. A orientação é que consumidores verifiquem a procedência do produto e evitem comprar medicamentos em canais sem garantia de origem, já que versões falsificadas podem representar riscos à saúde.
Como identificar os produtos proibidos
De acordo com a agência, uma das irregularidades encontradas foi um erro de grafia na embalagem de um dos lotes falsificados, com a palavra “soluction” no lugar de “solution”. Também foram identificadas diferenças nos aplicadores das canetas injetoras e inconsistências nos números de série.
Além do Mounjaro, a mesma decisão da Anvisa também atingiu outros produtos sem registro, notificação ou cadastro na agência. Esses itens tiveram a venda, fabricação, divulgação e utilização proibidas por não cumprirem as exigências sanitárias brasileiras.










