Em 2020, aos 27 anos, Cassiano de Souza Santos vendia doces nos semáforos da Tijuca, no Rio de Janeiro, enquanto buscava uma forma de realizar o sonho de se tornar empresário. A rotina mudou depois que ele adotou uma nova abordagem para apresentar os produtos aos motoristas, acompanhando as balas de mensagens positivas.
A estratégia chamou a atenção de Luíza de Mendonça, designer e estrategista de marcas que morava na região. Ela identificou em Cassiano uma trajetória semelhante à sua, já que também havia deixado um emprego formal para empreender.
O projeto ganhou visibilidade e chegou a Alfredo Soares, empreendedor e autor, que se emocionou com a história. A partir do contato com Soares, Cassiano foi apresentado à Unisuam e conquistou uma bolsa integral para cursar Administração.
Como Cassiano mudou as vendas
Depois de conhecer Cassiano, Luíza passou a ajudá-lo a desenvolver uma nova forma de abordar os motoristas. Cada pacote de bala passou a ser acompanhado por uma frase de incentivo, com uma apresentação mais descontraída e voltada para criar uma interação positiva.
Ela também acompanhou Cassiano durante um dia de trabalho no semáforo e o orientou sobre como abordar os clientes, incluindo manter contato visual e apresentar os produtos de maneira mais direta.
Cassiano também passou a usar um uniforme próprio para o projeto. Segundo ele, as mudanças fizeram as vendas aumentarem 100%.
Luíza ainda passou a administrar as redes sociais do projeto, ampliando a divulgação da iniciativa para além dos semáforos da Tijuca.
Da rua para a faculdade
O projeto “Eu não vendo balas” participou do evento de lançamento do livro “Bora Varejo”, de Alfredo Soares. O empreendedor conheceu a história de Cassiano e intermediou o contato com a Unisuam.
A partir dessa aproximação, Cassiano recebeu uma bolsa integral para estudar Administração na unidade de Bonsucesso, no Rio de Janeiro.
A conquista representou uma oportunidade para o ambulante continuar a formação enquanto buscava concretizar o objetivo de empreender. “Eu não vendo mais balas, eu vendo a minha história”, afirmou Cassiano ao resumir a mudança em sua trajetória.
Na época, a iniciativa também ganhou atenção por ocorrer durante a pandemia de Covid-19, período em que a rotina dos vendedores nos semáforos havia sido afetada pela redução do movimento nas ruas.










